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Mais de 20 livros para celebrar a relação entre avós e netos
Mais de 20 livros para celebrar a relação entre avós e netos

Quando falamos em avós e avôs (ou nono e nona) nossa cabeça se preenche de memórias imediatamente. É quase uma mágica. Difícil não lembrar dos velhos de nossa infância que muito nos ensinaram.

Pensando nisso, A Taba (empresa especializada em curadoria de livros infantis e juvenis) selecionou alguns livros para serem lidos com os avós. Os títulos expressam a riqueza do encontro entre gerações em textos sensíveis, repletos de humor e delicadeza.

Que tal fazer uma roda de contos da infância e de avós? Certamente será um encontro rico e cheio de amor. Acesse a lista de livros no site da A Tapa e aumente seu repertório de causos!
Histórias pra Contar: Um encontro fantástico
Histórias pra Contar: Um encontro fantástico

Todos os anos eles se reuniam na floresta, à beira de um rio, para ver a quantas andava a sua fama. Eram criaturas fantásticas e cada uma vinha de um canto do Brasil. O Saci-Pererê chegou primeiro. Moleque pretinho, de uma perna só, barrete vermelho na cabeça, veio manquitolando, sentou-se numa pedra e acendeu seu cachimbo. Logo apontou no céu a Serpente Emplumada e aterrissou aos seus pés. Do meio das folhagens, saltou o Lobisomem, a cara toda peluda, os dentes afiados, enormes. Não tardou, o tropel de um cavalo anunciou o Negrinho do Pastoreio montado em pelo no seu baio.

– Só falta o Boto – disse o Saci, impaciente.

– Se tivesse alguma moça aqui, ele já teria chegado para seduzi-la – comentou a Serpente Emplumada.

– Também acho – concordou o Lobisomem. – Só que eu já a teria apavorado.

Ouviram nesse instante um rumor à margem do rio. Era o Boto saindo das águas na forma de um belo rapaz.

– Agora estamos todos – disse o Negrinho do Pastoreio.

– E então? – perguntou o Boto, saudando o grupo. – Como estão as coisas?

– Difíceis – respondeu o Saci e soltou uma baforada. – Não assustei muita gente nesta temporada.

– Eu também não – emendou a Serpente Emplumada. – Parece que as pessoas lá no Nordeste não têm mais tanto medo de mim.

– Lá no Norte se dá o mesmo – disse o Boto. – Em alguns locais, ainda atraio as mulheres, mas em outros elas nem ligam.

– Comigo acontece igual – disse o Negrinho do Pastoreio. – Vivo a achar coisas que as pessoas perdem no Sul. Mas não atendi muitos pedidos este ano.

– Seu caso é diferente – disse o Lobisomem. – Você não é assustador como eu, o Saci e a Serpente Emplumada. Você é um herói.

– Mas a dificuldade é a mesma – discordou o Negrinho do Pastoreio.

– Acho que é a concorrência – disse o Boto. – Andam aparecendo muitos heróis e vilões novos.

– Pois é – resmungou a Serpente Emplumada. – Até bruxas andam importando. Tem monstros demais por aí…

– São todos produzidos por homens de negócios – disse o Saci. – É moda. Vai passar…

– Espero – disse o Lobisomem. – Bons aqueles tempos em que eu reinava no país inteiro, não só no cerrado.

– A diferença é que somos autênticos – disse o Negrinho do Pastoreio. – Nós nascemos do povo.

– É verdade – disse o Boto. – Mas temos de refrescar a sua memória.

– Se pegarmos no pé de uns escritores, a coisa pode melhorar – disse a Serpente Emplumada.

– Eu conheço um – disse o Saci. – Vamos juntos atrás dele! – E foi o primeiro a se mandar, a mil por hora, em uma perna só.

 

Conto de João Anzanello Carrascoza

Fonte: Revista Nova Escola 

ContaCausos leva causos folclóricos e relatos tradicionais a Criciúma
ContaCausos leva causos folclóricos e relatos tradicionais a Criciúma

O Teatro Municipal Elias Angeloni, em Criciúma, foi palco de um espetáculo… Só que desta vez, um espetáculo diferente. Em cima do palco, somente com a lâmpada do abajur e sob uma atmosfera silenciosa, o público foi apresentado às narrativas de “Visagem” – resultados de pesquisa da ContaCausos que reúne relatos sobre visões e aparições no interior do Oeste catarinense.

Em outra oportunidade, menos sinistra, foi a vez de chamar o menino do capuz vermelho em “Foi Coisa de Saci”. Na unidade do Sesc em Criciúma, o público chegou aos poucos e logo se envolveu nas narrativas do danadinho que apronta sem dó, causando o maior reboliço.

 

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(Fotos: Assessoria de Imprensa/Taulan Cesco)

 

ContaCausos: Sarau, histórias de Saci e “Visagem” em Lages
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Foram dois dias de narrativas e causos em Lages. No primeiro dia, o público assistiu ao espetáculo “Visagem”, no Centro Cultural Vidal Ramos, administrado pelo Sesc da cidade. Ambientado no prédio centenário, o ritual para evocar as histórias passou pelos corredores escuros e subsolo até chegar à sala onde as histórias sobre visões e aparições recorrentes no Oeste catarinense foram contadas.

No segundo dia, além de um sarau com violonistas e narradores de histórias dividirem causos tradicionais da cultura popular, Josiane Geroldi apresentou o espetáculo “Foi Coisa de Saci”. A passagem por Lages encerrou a circulação que passou por outras quatro cidades de Santa Catarina.

 

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(Fotos: Carolina Boufleuer Florêncio e Taulan Cesco)