Tag: Folclore Brasileiro

#Popularium: A lenda da Mulher do Padre (Mula sem Cabeça)
#Popularium: A lenda da Mulher do Padre (Mula sem Cabeça)

 

Quase todo mundo conhece alguma lenda, conto popular, histórias de assombração, causo que vira e mexe acontece… Mas você já se perguntou de onde ou como essas tradições orais surgiram?

O portal Mundo Freak decidiu investigar algumas histórias e criou a série de podcasts “Popularium”. A intenção é explorar os mitos, lendas e folclores de modo a entender suas origens e como dialogam com a sociedade. Em parceria com o portal, compartilhamos no site Cia ContaCausos os podcasts (que podem ser baixados). No primeiro episódio, a lenda investigada é a “Mulher do Padre”. Desconhece esse nome? Talvez porque ela também seja chamada de Mula Sem Cabeça.

OUÇA O PODCASTPopularium 00: Mulher do Padre

DOWNLOAD Popularium 00: Mulher do Padre

 

Conheça mais

O portal Mundo Freak surgiu em agosto de 2012, fundado pelo escritor Andrei Fernandes, pela gerente de mídias sociais Ira Morato e pelo professor de história Rafael Jacaúna. A intenção do portal é criar e compartilhar conteúdos sobre cultura popular, entretenimento, mistérios e conteúdo freak

Os episódios de “Popularium” são produzidos através da pesquisa e compilação realizadas por Andrei Fernandes e Andriolli Costa (criador do Colecionador de Sacis).

 

* Conteúdo originalmente publicado no portal Mundo Freak

Iphan abre concurso para premiar mestres do carimbó
Iphan abre concurso para premiar mestres do carimbó

 

Com o objetivo de valorizar a atuação de mestras, mestres e grupos que contribuem para a continuidade da tradição do ritmo carimbó, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou o edital Prêmio Carimbó Nosso Patrimônio. Ao todo, serão oferecidos 25 prêmios no valor de R$ 5.160,00 para cada projeto.

O carimbó foi registrado como patrimônio cultural brasileiro em 2014, como parte das ações para salvaguarda da manifestação cultural paraense. O Prêmio Carimbó Nosso Patrimônio reconhece as trajetórias de vida de pessoas que tenham contribuído de maneira fundamental para a transmissão e continuidade do Carimbó, bem como grupos cuja atuação contribua de forma exemplar para a valorização, difusão e transmissão do bem cultural às novas gerações.

Serão premiados 10 mestres e mestras em atividade, cinco destinados aos herdeiros diretos de cinco mestres ou mestras já falecidos (in memoriam) e 10 destinados a grupos de Carimbó.

Inscrições

As inscrições são gratuitas e terminam no dia 21 de agosto, devendo ser enviadas para a superintendência do Iphan, no Pará. De acordo com o edital, o período de habilitação e avaliação será de 22 de agosto até 10 de setembro. A convocação dos candidatos selecionados será feita por publicação no Diário Oficial da União.

A comissão de avaliação do concurso será composta por quatro integrantes, sendo um representante do Comitê Gestor da Salvaguarda do Carimbó, um servidor da Fundação Cultural do Pará/Secult e dois servidores do Iphan, sendo um deles o coordenador dos trabalhos da Comissão, sem direito a voto.

O prêmio será depositado em conta corrente de qualquer banco, em nome do candidato selecionado. Não será efetuado o depósito em contas conjuntas ou de terceiros, assim como não serão aceitas contas-benefício, como Bolsa Família, Bolsa Escola ou Aposentadorias.

Critérios de avaliação

Os mestres, mestras e grupos serão avaliados pelo tempo de atuação, contribuição sócio-cultural que a atuação proporciona à comunidade em que vive e atua ou atuou em vida. A contribuição para a criação e fortalecimento de espaços que promovam a valorização e difusão das tradições vinculadas ao Carimbó também será avaliado, assim como a renda mensal familiar e a contribuição da atuação para a difusão do Carimbó e para a articulação de parcerias com a comunidade e instituições diversas.

Acesse o edital completo do Prêmio Carimbó Nosso Patrimônio

Foto: Gustavo Serrate/Ministério da Cultura

Fonte: Agência Brasil

 

Histórias Pra Contar: O conto de Saduci (Saci)
Histórias Pra Contar: O conto de Saduci (Saci)

Praticamente todo mundo conhece ou já ouviu falar no Saci-Pererê. O personagem folclórico é um dos mais recorrentes quando falamos em contação de histórias. Mas você conhece o conto do príncipe Saduci que tornou-se o popular Saci? Ainda não? Pois aqui está a lenda…

O conto de Saduci

Contam por aí, que o Saduci era um belo príncipe conhecido por sua bravura e força. Ele vivia muito feliz em sua terra natal e zelava pelo seu povo. Mas um dia, os portugueses invadiram sua aldeia, o sequestram e levaram embora muitos moradores para se tornarem escravos…

Quer saber o que aconteceu com Saduci? Continue lendo o conto.

Ilustração: Luiz Mendes

Relato da ContaCausos inspira ilustração do Lobisomem
Relato da ContaCausos inspira ilustração do Lobisomem

Trabalho criado por estudante de Design faz parte de um livro

Foi depois de um encontro por acaso que a estudante de Design Maria Augusta Scopel Bohner, 19 anos, acabou ilustrando um dos personagens folclóricos brasileiros mais conhecidos: o Lobisomem. Maria assistiu ao espetáculo de “Visagem”, da ContaCausos, e após a sessão acabou se inteirando mais sobre os figuras recorrentes na tradição oral do Oeste catarinense em uma conversa com a contadora de histórias Josiane Geroldi.

ilustracao

Ilustração do Lobisomem criada por Maria Augusta, a partir de relatos e pesquisas (Crédito: Maria Augusta Scopel Bohner/SG Arte Visual)

“Visagem” é resultado da pesquisa da Cia que iniciou em 2008. O espetáculo reúne narrativas, experiências, causos e crenças da região Oeste compilados através de entrevistas com comunidades tradições do interior das cidades. Maria havia sido provocada pelo curso (em fase de conclusão) a ilustrar uma história ou conto regional e a experiência do espetáculo acabou lhe inspirando. A jovem procurou no site da Cia contos sobre o Lobisomem e, ao encontrar referências, criou esse trabalho incrível.

“Achei muito interessante [o conto do Lobisomem], amo conhecer mais sobre cultura e folclore. Às vezes, vivemos imersos em um ambiente muito influenciado pelas culturas estrangeiras, que acabamos nos esquecendo da riqueza cultural próxima a nós. Sou apaixonada pela iniciativa da Cia ContaCausos, especialmente por resgatar as histórias regionais”, explica Maria, que é chapecoense, mas estuda em Florianópolis e que conta ter sido a primeira vez que ouvir histórias do personagem ilustrado aqui na região.

VEJA TAMBÉM

História Pra Contar: Causo de Lobisomem

No fim do ano passado, a ilustração de Maria e de outros colegas foram publicadas no livro “Lendas”, organizado pelo artista e ilustrador chapecoense  Samicler Gonçalves, proprietário da SG Arte Visual, escola onde Maria conclui os trabalhos. A obra reúne narrativas autorais, adaptações e releituras de narrativas regionais que instigam o leitor a participar do universo literário criativo. “A proposta é fomentar a cultura local e incentivar os elementos que compõem a região em que estamos inseridos”, explica Samicler. Aos interessados, o livro pode ser adquirido na livraria da SG Arte Visual, localizada na Galeria Zandonai, sala 09, Avenida Nereu Ramos, 247-E, Centro de Chapecó.

Quer saber mais sobre o trabalho de Maria? Acompanhe as redes sociais da ilustradora:

Instagram

Tumblr

Behance

Em Sala de Aula: Criando Textos Coletivamente
Em Sala de Aula: Criando Textos Coletivamente

Selecionamos um plano de aula muito interessante para propor em sala. A ideia é incentivar os alunos à escrita é oportunizá-los experimentar a literatura de outra maneira. Especialmente quando for de forma colaborativa, em que os envolvidos precisam exercitar de forma mais profunda a escuta, a leitura e a produção textual.

Uma dica: Nesta proposta de aula, você pode sugerir aos alunos criarem personagens inéditos baseados em figuras públicas.

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Baú de histórias – Criando Textos Coletivamente

Objetivo(s)

Estimular a criatividade na produção de histórias;

Desenvolver a oralidade através de narrativas criadas pelos próprios alunos;

Compreender a estrutura de um texto narrativo produzido, através da criação de histórias;

Exercitar o trabalho em grupo, respeitando a vez de cada colega se expressar, valorizando as diferentes contribuições da turma.

Conteúdo(s)

Linguagem oral;

Produção de textos (narrativas) oralmente;

Estrutura textual – narrativa.

Ano(s)

Tempo estimado

2 horas

Material necessário

Um baú enfeitado e colorido (que pode ser construído previamente com as crianças) e vários objetos que podem ou não ter relação com um tema. Os objetos podem ser trazidos pelo professor ou pelos próprios alunos da turma e dispostos dentro do baú.

 

Desenvolvimento

1ª etapa

Na primeira etapa, de preparação, acontecerá no dia anterior. A professora apresentará um baú e explicará a proposta, dizendo que este baú contém muitas histórias que estarão representadas por objetos e que os alunos criativamente, ajudarão a contar. Para isso, decorarão o baú com bastante capricho, colando figuras, fotos etc. E no dia seguinte, levarão diversos objetos para a escola, que farão parte deste baú (objeto que gostem, que achem bonito, interessante etc). A professora pode escolher com a turma um tema (por exemplo: objetos de higiene, brinquedos, miniaturas etc) ou deixar à livre escolha dos alunos.

2ª etapa

No dia seguinte, a atividade será iniciada assim que todos os alunos colocarem seus objetos dentro do baú. Primeiramente, será necessário que a professora explique o tipo de texto que irão produzir. Pode fazer referência a outras histórias e narrativas já trabalhadas em sala, perguntando as histórias que os alunos conhecem e expor aos alunos a estrutura básica de toda história, com início, meio e fim. E, para começar a criação, farão um primeiro movimento de criação de personagens. Reunidos em grupos (a definir pelo tamanho da classe), os alunos rceberão uma folha e materiais de desenho e criarão um personagem por grupo. Esses personagens, juntos, comporão a história. Um dos grupos pode ficar responsável pela criação do cenário onde se passará a história.

3ª etapa

As criações dos alunos serão expostas à frente e apresentadas por cada grupo. Assim, começarão a surgir as ideias de histórias, a partir dos personagens e cenário criados. A professora explicará que será responsável por registrar a história num cartaz e que a turma irá conduzi-la nesta tarefa, no processo de criação. A professora evitará interferir na história criada, apenas fará perguntas e provocações que motivem o grupo a desenvolver com coerência e detalhamento a narrativa. Também será responsável por organizar a estrutura ortográfica e gramatical do texto, sempre explicando aos alunos o uso da pontuação, os parágrafos, etc.

4ª etapa

Nesta etapa, o ápice da atividade, a produção oral da história coletiva será realizada. A professora estará à frente da turma para registrar as criações no cartaz e os alunos, um  por vez, irão até o baú de objetos (que estará disposto em lugar central da sala) e escolherão um objeto para desencadear as sequências da narrativa. Assim, cada aluno terá a oportunidade de, a partir dos personagens, cenário e objetos, desenvolver criativamente partes da história. Toda a turma poderá contribuir a cada objeto escolhido, mas o aluno da vez, terá a oportunidade antes, de expressar de que maneira o objeto o inspirou para a construção da história. A atividade será concluída quando a história tiver as etapas de início, meio e fim concluídas e quando todos os alunos tiverem sdo contemplados com a oportunidade de participação.

 

Avaliação

Os alunos serão avaliados quanto à participação e quanto à compreensão demonstrada sobre os elementos que compõem a narrativa como modalidade textual. Será observada a coerência na construção das etapas da história, bem como a criatividade e a sequência respeitada na construção textual. Os aspectos sociais como respeito à vez dos colegas, às ideias diferentes e à exposição de ideias também serão considerados.

Flexibilização

Alunos com dificuldade na exposição oral de suas ideias poderão usar recursos de imagem ou escrita para expô-las. Alunos com deficiência visual poderão participar e contribuir através do tato, explorando cada objeto escolhido para a história. Alunos com deficiência intelectual poderão contribuir na etapas de escolha de objetos e receberem auxílio com perguntas diretas para a construção da história. Alunos com deficiência física poderão receber auxílio dos colegas para ter acesso ao baú (que pode ser levado até o aluno) e para pegar as peças (se não for possível, ele vai indicar ao colega o objeto escolhido).

Deficiências

Auditiva

Intelectual

Visual

Múltipla

Física

 

Conteúdo publicado originalmente na Revista Nova Escola