Tag: ContaCausos

Causos dos caboclos nos Festivais de Inverno de Minas Gerais
Causos dos caboclos nos Festivais de Inverno de Minas Gerais

Os mais importantes eventos do calendário cultural brasileiro – os Festivais de Inverno de Minas Gerais – vão conhecer as expressões da cultura popular/oral cabocla do Sul do Brasil. A Cia ContaCausos apresenta, em julho, os espetáculos Visagem e Foi Coisa de Saci.

O primeiro encontro acontece em Ouro Preto, no dia 21 de julho, onde será apresentado o Visagem. A peça é resultado de um extenso trabalho de pesquisa, escuta e registro de narrativas orais sobre medo, visagens, seres mitológicos e aparições em comunidades tradicionais caboclas do interior de Santa Catarina. As experiências, causos, relatos, crenças, modos de vida e linguagem compilados através entrevistas, ganham vozes e imagens no espetáculo, que de maneira poética, proporciona experiências significativas de encontro da plateia com seus próprios medos.

Visagem. Foto: Louis Radavelli

Espetáculo Visagem. Foto: Louis Radavelli

Neste ano, o Festival de Inverno de Ouro Preto homenageia o Tropicalismo, movimento de inovação estética e musical que sacudiu o ambiente da cultura popular brasileira, entre 1967 e 1968. Os tropicalistas deram um histórico passo à frente na lógica da produção brasileira. O cenário musical pós-bossa nova e a definição de “qualidade musical” no país estavam cada vez mais dominados pelas posições tradicionais ou nacionalistas. Contra essas tendências, o grupo baiano e seus colaboradores procuraram universalizar a linguagem da MPB, incorporando elementos da cultura jovem mundial, como o rock, a psicodelia e a guitarra elétrica.

Em seguida, a Cia ContaCausos arruma as malas e viaja para São João Del Rei, onde compartilha, no dia 25 de julho, o espetáculo Foi Coisa de Saci. A peça faz um passeio pelos causos da gente brasileira que jura que viu, ouviu e até já prendeu o danadinho na garrafa. Acontece que ele é filho do mistério, filho do vento gira e assobia, filho das sombras que formam figuras lá no fundo da floresta, filho do medo e da assombração. Numa casa de caboclo, quando alguma coisa estranha acontece, as pessoas dizem que Foi Coisa de Saci.

Espetáculo Foi Coisa de Saci. Foto: Pedro N. Prata

Espetáculo Foi Coisa de Saci. Foto: Pedro N. Prata

O Inverno Cultural, promovido pela Universidade Federal de São João Del Rei, existe há 30 anos com a intenção de promover a formação cidadã pelas artes, democratização do acesso à cultura, a convivência com a comunidade e valorização da cena artística.

 

PROGRAMAÇÃO
Ouro Preto
Espetáculo: Visagem
Dia: 21 de julho, às 19h
Local: Casa de Gonzaga / Secretaria de Turismo

São João Del Rei
Espetáculo Foi Coisa de Saci
Dia: 25 de julho, às 16h
Local: Centro Cultural UFSJ

‘Visagem’ integra programação da 18ª Mostra EnCenaCatarina
‘Visagem’ integra programação da 18ª Mostra EnCenaCatarina

“Desce… desce mais um tanto. Aí vem o mato, a noite, a curva, a sombra, a lua e você… Você sozinho na estrada. Você… e o medo”. A Cia Contacausos esteve no litoral catarinense para compartilhar os causos dos caboclos do Oeste. O espetáculo Visagem integrou a programação da segunda etapa da 18ª Mostra EnCena Catarina, realizada pelo Sesc de Santa Catarina.  

“Muito agradecidos ao Sesc Santa Catarina pela confiança e oportunidade. Participar do maior projeto de circulação de espetáculos do Estado contando as histórias da nossa caboclada nos deixou muito felizes”, agradece a contadora de histórias, Josiane Geroldi. O espetáculo foi apresentado no início de julho em quatro municípios: Tijucas, Palhoça, Tubarão e Criciúma.

Depois de subir ao palco, houve a oportunidade de compartilhar as informações sobre a produção da peça. Josiane dividiu com o público as pesquisas e as temáticas abordadas em cena. Em cada município também apresentaram-se os espetáculos “Das Águas”, da Cia Carona de Teatro (de Blumenau) e “Para Contar Estrelas”, do Grupo Cirandela (de Criciúma).

Visagem é o resultado do trabalho de pesquisa realizado pela Cia ContaCausos.  Em cena, as experiências, causos, relatos, crenças, modos de vida e linguagem compiladas através de investigação e entrevistas com moradores no Oeste catarinense ganham vozes e imagens. De maneira poética, o espetáculo procura difundir e estimular o reconhecimento das expressões da cultura popular/oral cabocla do Sul do Brasil.

Mostra EnCenaCatarina

Há 18 anos na estrada, a Mostra EnCenaCatarina fomenta e valoriza a cultura local. A cada ano, são escolhidos para compor o circuito trabalhos de grupos e/ou artistas catarinenses com espetáculos ou performances de teatro, circo ou dança.

Em 2018, o Sesc aprofundou o olhar sobre os diferentes públicos e produções artísticas do Estado, com uma novidade: a seleção de outros seis espetáculos para a abertura da mostra em cada uma das etapas. Desta forma, ampliou a participação de artistas catarinenses no projeto e valorizou as diferentes potencialidades de cada localidade.

Entre fios, histórias e a sabedoria ancestral
Entre fios, histórias e a sabedoria ancestral

 

“Puravida”, sessão inédita de contos da ContaCausos, apresenta narrativas sobre mulheres sábias

Junte um fio daqui, uma agulha de lá, outros rolos de linha de algum lugar e, de repente, um manto é tecido. Poderíamos dizer que as histórias são como os tecidos: emaranhados de memórias trançadas entre si que tomam forma no encontro afetivo.

É sob essa atmosfera que Josiane Geroldi, da Cia ContaCausos, reuniu histórias que evocam os saberes populares ligados à figura feminina e criou o repertório “Puravida”. Na próxima sexta-feira (05), às 19h30, a convite do Grupo de Apoio à Prevenção da AIDS (GAPA) de Chapecó, a apresentação será realizada pela contadora na exposição “Violência Contra a Mulher: Um Olhar Anterior”, organizada pelo GAPA.

“Eu tenho feito leituras sobre o ‘feminino’, mulheres sábias e ancestralidade há um bom tempo. E essas histórias me tocavam de forma muito profunda”, conta Josiane. Segundo ela, o convite para realizar a sessão de contos coincidiu com o momento que vive e, por consequência, surgiu a oportunidade de “materializar” nesta montagem as narrativas que a acompanhavam.

Na última sexta-feira (28 de março), ContaCausos e GAPA decidiram aderir à Greve Geral, como forma de apoio às manifestações populares contra reformas (Trabalhista e Previdenciária) propostas pelo atual governo. O período de exposição foi estendido e a sessão mantida.

01 Puravida - Cia ContaCausos - Divulgação

Conhecimentos partilhados

Para Josiane, que tem vivido um processo de entendimento como contadora de histórias e mulher, de procurar quem ela é o que quer dizer enquanto artista, “Puravida” condensa experiências pessoais, a pesquisa desenvolvida e um compromisso artístico. “Eu senti a necessidade de fazer com que as pessoas também se encontrem através das histórias, assim como eu tenho o feito”, revela a contadora, que recebeu doação voluntária de inúmeros crochês, tricôs e linhas para compor o cenário.

As narrativas de “Puravida” falam essencialmente sobre mulheres empoderadas, estabelecendo a figura feminina como protagonista da ação, onde ela resolve situações de sua comunidade e é detentora de conhecimentos, distanciando a mulher do papel fantasiado em que ela espera pelo príncipe.

O evento tem entrada franca e será realizado na Galeria Municipal de Arte, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nês. O número de ingressos é limitado, por isso a recomendação é chegar com uma hora de antecedência para retirá-los. Além disso, a classificação indicativa do espetáculo, que encerra e exposição em Chapecó, é de 10 anos.

______________

Siga-nos!

Facebook – Cia ContaCausos

Instagram – @cia_contacausos

 

(Conteúdo – Assessoria de Imprensa/Cia ContaCausos)

ContaCausos leva causos folclóricos e relatos tradicionais a Criciúma
ContaCausos leva causos folclóricos e relatos tradicionais a Criciúma

O Teatro Municipal Elias Angeloni, em Criciúma, foi palco de um espetáculo… Só que desta vez, um espetáculo diferente. Em cima do palco, somente com a lâmpada do abajur e sob uma atmosfera silenciosa, o público foi apresentado às narrativas de “Visagem” – resultados de pesquisa da ContaCausos que reúne relatos sobre visões e aparições no interior do Oeste catarinense.

Em outra oportunidade, menos sinistra, foi a vez de chamar o menino do capuz vermelho em “Foi Coisa de Saci”. Na unidade do Sesc em Criciúma, o público chegou aos poucos e logo se envolveu nas narrativas do danadinho que apronta sem dó, causando o maior reboliço.

 

VEJA TAMBÉM

Contação de histórias: Araranguá

Contação de histórias: Tubarão

Contação de histórias: Lages

 

Confira a galeria!

(Fotos: Assessoria de Imprensa/Taulan Cesco)

 

ContaCausos: Sarau, histórias de Saci e “Visagem” em Lages
ContaCausos: Sarau, histórias de Saci e “Visagem” em Lages

Foram dois dias de narrativas e causos em Lages. No primeiro dia, o público assistiu ao espetáculo “Visagem”, no Centro Cultural Vidal Ramos, administrado pelo Sesc da cidade. Ambientado no prédio centenário, o ritual para evocar as histórias passou pelos corredores escuros e subsolo até chegar à sala onde as histórias sobre visões e aparições recorrentes no Oeste catarinense foram contadas.

No segundo dia, além de um sarau com violonistas e narradores de histórias dividirem causos tradicionais da cultura popular, Josiane Geroldi apresentou o espetáculo “Foi Coisa de Saci”. A passagem por Lages encerrou a circulação que passou por outras quatro cidades de Santa Catarina.

 

VEJA TAMBÉM

Contação de histórias: Araranguá

Contação de histórias: Tubarão

Contação de histórias: Criciúma

 

Confira a galeria!

(Fotos: Carolina Boufleuer Florêncio e Taulan Cesco)