Tag: Cia Contacausos

Iphan abre concurso para premiar mestres do carimbó
Iphan abre concurso para premiar mestres do carimbó

 

Com o objetivo de valorizar a atuação de mestras, mestres e grupos que contribuem para a continuidade da tradição do ritmo carimbó, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou o edital Prêmio Carimbó Nosso Patrimônio. Ao todo, serão oferecidos 25 prêmios no valor de R$ 5.160,00 para cada projeto.

O carimbó foi registrado como patrimônio cultural brasileiro em 2014, como parte das ações para salvaguarda da manifestação cultural paraense. O Prêmio Carimbó Nosso Patrimônio reconhece as trajetórias de vida de pessoas que tenham contribuído de maneira fundamental para a transmissão e continuidade do Carimbó, bem como grupos cuja atuação contribua de forma exemplar para a valorização, difusão e transmissão do bem cultural às novas gerações.

Serão premiados 10 mestres e mestras em atividade, cinco destinados aos herdeiros diretos de cinco mestres ou mestras já falecidos (in memoriam) e 10 destinados a grupos de Carimbó.

Inscrições

As inscrições são gratuitas e terminam no dia 21 de agosto, devendo ser enviadas para a superintendência do Iphan, no Pará. De acordo com o edital, o período de habilitação e avaliação será de 22 de agosto até 10 de setembro. A convocação dos candidatos selecionados será feita por publicação no Diário Oficial da União.

A comissão de avaliação do concurso será composta por quatro integrantes, sendo um representante do Comitê Gestor da Salvaguarda do Carimbó, um servidor da Fundação Cultural do Pará/Secult e dois servidores do Iphan, sendo um deles o coordenador dos trabalhos da Comissão, sem direito a voto.

O prêmio será depositado em conta corrente de qualquer banco, em nome do candidato selecionado. Não será efetuado o depósito em contas conjuntas ou de terceiros, assim como não serão aceitas contas-benefício, como Bolsa Família, Bolsa Escola ou Aposentadorias.

Critérios de avaliação

Os mestres, mestras e grupos serão avaliados pelo tempo de atuação, contribuição sócio-cultural que a atuação proporciona à comunidade em que vive e atua ou atuou em vida. A contribuição para a criação e fortalecimento de espaços que promovam a valorização e difusão das tradições vinculadas ao Carimbó também será avaliado, assim como a renda mensal familiar e a contribuição da atuação para a difusão do Carimbó e para a articulação de parcerias com a comunidade e instituições diversas.

Acesse o edital completo do Prêmio Carimbó Nosso Patrimônio

Foto: Gustavo Serrate/Ministério da Cultura

Fonte: Agência Brasil

 

Pinhalzinho recebe espetáculo “Esticando as Canelas”, da Cia ContaCausos
Pinhalzinho recebe espetáculo “Esticando as Canelas”, da Cia ContaCausos

Bem-humorada, sessão de contos apresenta as tradições e crenças sobre a morte

Quem gosta de ouvir boas histórias tem um motivo a mais para sair de casa neste fim de semana. A Cia ContaCausos apresentará o espetáculo “Esticando as Canelas” no Centro de Arte Paola Zonta, em Pinhalzinho. Seja adulto ou criança, os causos cativam todos os públicos, por isso é melhor se programar e comprar seu ingresso com antecedência.

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Contar histórias, compartilhar a sabedoria popular e dar voz à cultura oral brasileira são os objetivos da Cia ContaCausos. Há sete anos, a idealizadora do projeto, Josiane Geroldi, se propõe a pesquisar, registrar e difundir a arte da narrativa oral. O trabalho da Cia, que já levou alguns espetáculos para importantes eventos no Brasil, como o Boca do Céu – Encontro Internacional de Contadores de Histórias, resulta em apresentações artísticas, oficinas e mapeamento dos saberes tradicionais.

“Cada vez mais eu tenho identificado que as histórias, de fato, são universais. Mesmo quando utilizamos expressões regionais ou contamos causos específicos de uma localidade, o imaginário social e as experiências humanas são muito comuns, e isso acaba tornando a história uma linguagem universalizada”, afirma Josiane.

Vozes e memórias

Muito familiarizada com as narrativas do Oeste catarinense, a ContaCausos desempenha uma função essencial para a cultura popular e, especialmente, a cabocla. Várias histórias do acervo de Josiane derivam das experiências vividas pelos povos tradicionais. “A Cia sempre teve certa inclinação a essas comunidades, tanto pelo trabalho de pesquisa com os caboclos quanto pela própria literatura oral”, acrescenta a contadora.

Na próxima sexta-feira, dia 7, é dia de conhecer as histórias de Zé Malandro, que tenta enganar a Dona Morte em “Esticando as Canelas”. Humoradas, as narrativas lembram as malandrices do moço, ao tentar escapar da Morte. A apresentação, com classificação indicativa de 6 anos, será às 19h, no Centro de Arte Paola Zonta, na avenida Capitão Anísio, 601, Centro. O ingresso custa R$ 10,00 e pode ser adquirido diretamente no Centro ou através do telefone (49) 3199-2057.

 

Fotos: Augusto Zeiser

História Pra Contar: Os Compadres Corcundas
História Pra Contar: Os Compadres Corcundas

Era uma vez, dois compadres corcundas, um Rico outro Pobre. O povo do lugar vivia zombando da corcunda do Pobre e não reparava no Rico. A situação do Pobre, que era caçador, andava meio mal.

Certo dia, sem conseguir caçar nada, já tardinha, sem querer voltar para casa, o Pobre resolveu dormir ali mesmo no mato.

Quando já ia pegando no sono ouviu uma cantiga ao longe, como se muita gente cantasse ao mesmo tempo.

Saiu andando e andando no rumo da cantiga que não parava. Depois de muito andar, chegou numa clareira iluminada pelo luar e viu uma roda de gente esquisita, vestida de diamantes que brilhavam com a lua. Velhos, rapazes, meninos, todos cantavam e dançavam de mãos dadas, o mesmo verso, sem mudar:

– “Segunda, Terça-feira, Vai, vem! Segunda, Terça-feira, Vai, vem!”

Tremendo de medo, escondeu-se numa moita e ficou assistindo aquela cantoria que era sempre a mesma durante horas e horas.

Depois ficou mais calmo e foi se animando. E como era metido a improvisador, entrou no meio da cantoria entoando:

– “Segunda, Terça-feira, Vai, vem! E Quarta e Quinta-feira, Meu, bem!”

Imediatamente todos ficaram em silêncio, e o povo espalhou-se à procura de quem havia falado. Pegaram o corcunda e o levaram para o meio da roda. Um velhão, então, perguntou com voz delicada:

– Foi você quem cantou o verso novo da cantiga?

– Sim, fui eu, Senhor!

– Quer vender o verso? – perguntou o Velhão.

– Olha, meu senhor, não a vendo. Melhor, dou-lhes de presente, porque gostei demais do baile animado.

O Velho achou graça e todo aquele povo esquisito riu também.

– Pois bem – disse o Velhão – uma mão lava a outra. Em troca do verso eu te tiro essa corcunda e esse povo te dá um Bisaco novo!

O Velho passou a mão nas costas do caçador Pobre e a corcunda , como numa mágica, sumiu. As pessoas lhe deram um Bisaco novo e disseram que ele deveria abrir somente quando o sol nascesse.

O Caçador meteu-se na estrada e foi embora. Assim que o sol nasceu abriu o bisaco e o encontrou cheio de pedras preciosas e moedas de ouro.

No outro dia comprou uma casa com todos os móveis, comprou uma roupa nova e foi à missa porque era domingo. Lá na igreja encontrou o compadre Rico, também corcunda. Ele quase caiu de costas, ficou muito surpreso com a mudança. Mais espantado ficou quando o compadre, antes pobre e agora rico, contou tudo que aconteceu ao compadre Rico.

Cheio de ganância, o Rico resolveu arranjar ainda mais dinheiro e livrar-se da corcunda nas costas.

Esperou uns dias e depois se meteu no meio do mato. Tanto fez que ouviu a cantoria e foi na direção da toada. Achou o povo esquisito dançando numa roda e cantando:

– “Segunda, Terça-feira, Vai, vem!

Quarta e quinta-feira, Meu, bem!”

O Rico não se conteve. Abriu o par de queixos e foi logo berrando:

– “Sexta, Sábado e Domingo, Também!”

Como antes, todos ficaram em silêncio. O povo esquisito voou para cima do homem atrevido e o levaram para o meio da roda onde estava o Velhão. Esse gritou, furioso:

– Quem mandou se meter onde não é chamado, seu corcunda besta? Você não sabe que gente encantada não quer saber de Sexta-Feira, dia em que morreu o filho do alto?!

O corcunda Rico olhou sem reação e nada disse. O Velhão continuou exclamando em voz alta:

– Gente encantada não quer saber de Sábado, o dia em que morreu o filho do pecado, e nem de Domingo, dia em que ressuscitou quem nunca morre! Não sabia disso? Pois fique sabendo! E para que não se esqueça da lição, leve a corcunda que deixaram aqui e suma-se da minha vista, senão acabo com seu couro!

O Velhão passou a mão no peito do corcunda Rico e deixou ali a corcunda do compadre Pobre. Depois, deram uma carreira no homem, que ele não sabe como chegou em casa.

E assim viveu o resto de sua vida: Rico, mas com duas corcundas, uma na frente e outra atrás. As corcundas tornaram-se seu fardo, para ele deixar de ser ambicioso.

ContaCausos e Sesc Chapecó promovem Oficina de Contação de Histórias
ContaCausos e Sesc Chapecó promovem Oficina de Contação de Histórias

 

Atividade acontecerá em dois encontros e procura sensibilizar e formar novos contadores

Quem não lembra das histórias contadas pelos avós, das rodas de fogueira ou ao redor do fogão a lenha? Mas quem continua contando tais histórias hoje? Voltado ao fomento das tradições, o trabalho da Cia ContaCausos com as oficinas de formação busca incentivar e sensibilizar novos contadores. Além disso, a proposta é provocar reflexões sobre a narrativa oral, sua relevância história, social e cultural.

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Pensando nisso, o Sesc em Chapecó, em parceria com a Cia, promove uma Oficina de Contação de Histórias. Serão dois encontros onde educadores, contadores, pesquisadores, artistas, produtores e público interessado na arte da narrativa poderão aumentar o repertório sobre os estudos da oralidade. Pois ao se pensar em contação de histórias, emerge desse espaço inúmeras possibilidades: desde pesquisa e repertório à expressão corporal.

Ou seja, além de prática, a oficina pretende problematizar, analisar e instigar aos elementos que envolvem a pesquisa acerca das narrativas. “Toda narrativa oral é resultado de representações e expressões populares, de criações sobre a realidade. E isso faz parte da nossa identidade, da cultura, das construções simbólicas. Ou seja, pensar nas histórias envolve pesquisar o que elas representam e como dialogam com outros elementos da cultura”, salienta Josiane Geroldi, idealizadora da ContaCausos e oficineira.

Como faço minha inscrição?

A oficina será dividida em dois encontros (sábados): no dia 8 de julho e 15 de julho. Em ambos os dias, a programação será das 8h às 12h e das 13h30 às 19h30, totalizando 20 horas de curso (com emissão de certificado). As inscrições podem ser feitas na Unidade do Sesc em Chapecó, na rua Brasília, 475 D, no bairro Jardim Itália, local onde o encontro será realizado. A oficina possui investimento de R$ 110,00 (para público em geral) e R$ 50,00 (para comerciários, com carteirinha do Sesc). As vagas são limitadas, então se antecipe e garanta logo sua vaga.

Texto e fotos: Assessoria de Imprensa

Casa da Mãe Joana e ContaCausos realizam o “Arraiá na Maloca”
Casa da Mãe Joana e ContaCausos realizam o “Arraiá na Maloca”

 

Olha a festa junina, minha gente! E é verdade! Aos juninos de plantão, que procuram por festas de São João tradicionais, bora separar a melhor roupa xadrez, o chapéu de palha e “picar a mula” pro interior. A Casa da Mãe Joana, produtora cultural independente, em parceria com a Cia ContaCausos, realiza o “Arraiá na Maloca”, no próximo sábado (17),

Tipicamente caipira, a festividade vai contar com arrasta pé, baião, forró, xote, samba de coco, quadrilha e outros tantos ritmos nordestinos. Portanto, engraxe seu melhor sapato pra dar aquela impressionada na comunidade. Ah, e você pode levar seu instrumento musical para participar do forrobodó até o dia raiar!

arraia na maloca

Comidaiáda e musicaria

Nosso Arraiá vai ter fogueira, pipoca, quadrilha, quentão, bandeirolas… Inté casório. Vai ser festança das grande! Na barraca da Casa da Mãe Joana vai ter cachaça artesanal, chope, caldo quente, quentão de vinho, água e refrigerante (porque ninguém é de ferro). Mas sugerimos que a comunidade leve pratos típicos (de docin a salgadin) para compartilharmos entre todos e darmos continuidade à tradição da festa junina! Pedimos, também, que levem seus copos e canecas (de 300ml e 500ml), para ajudarmos o meio-ambiente. O Ateliê Uva Passa & Duna estará presente, vendendo os lindos “produtin” artesanais.

Festa de São João sem música não é festa! E pra esgualepar o esqueleto, preparamos um bocado de gente boa para deixar o baile uma belezura. No aquecimento, vai ter discotecagem com Selecta Groove, apresentando sua pesquisa de música do Nordeste e  Norte, “dispôis” vai ter o sinhô Márcio Pazin e Banda e, mais tardar, a tradicional Jam Session da Casa da Mãe Joana, que já esquentou palcos do Brasil “interin”.

Ingressos

Adiante o passo e aproveite o primeiro lote de ingressos a R$ 20,00 (R$ 10,00 meia-entrada para estudantes com apresentação de carteira na entrada do evento). O segundo lote será a R$25,00 (R$ 12,50 meia-entrada para estudantes). Você pode comprar antecipadamente na Dubba Uba, no site da Sympla (on-line) ou direto com a produção (Whats – 9 9974-2634 / Joana). O Arraiá será na “Nossa Maloca”, espaço de cultura e ocupação da Cia ContaCausos, na Linha Tafona, interior de Chapecó. A festança é para todas as idades e crianças com até 12 anos não pagam ingresso.

Programação:

16h: Discotecagem Selecta Groove

20h: Show Márcio Pazin & Banda

22h: Jam Session

 

Foto: Walfrido Tomas