Mês: agosto 2016

Curso de Formação de Contadores no Sesc São Miguel do Oeste 2016
Curso de Formação de Contadores no Sesc São Miguel do Oeste 2016

Eu podia escrever muitas coisas sobre essa experiência fantástica que é compartilhar conhecimento com amor para sensibilizar novos narradores de histórias, mas o Everaldo participou do curso e deixou um depoimento lindo aqui pra gente:

“Agradeço desde já tudo que pude aprender e compartilhar com toda a turma de aprendizes do contacausos,
Josiane Geroldi. Meu muito Obrigado por compartilhar conosco tantas maravilhas, não posso dizer que já sou um Contador de Histórias mais sim que serei um contador de histórias pois só o tempo e a prática nos faz estar preparados para tudo isso. O caminho você já nos mostrou, cabe a nós agora buscar acompanhados do Marabu ( Imaginação ) munidos da uma pena de escrita e tinta fresca ( Memória ) uma Canari com água ( Muita Boa Vontade ) para encantar o mundo como Contadores de história. E olha a responsabilidades, pois fomos formado por nada mais nada menos que Josiane Geroldi Do ContaCausos, além do mais me resta dizer: Foi um enorme prazer conhecer você e todos que fizeram parte desta turma, saudades de todos.” Everaldo Santos , São Miguel do Oeste, agosto de 2016.

 

ContaCausos no Ecoh – Encontro de Contadores de Histórias de Londrina/PR
ContaCausos no Ecoh – Encontro de Contadores de Histórias de Londrina/PR

Contadora de histórias Josiane Geroldi se apresenta em Encontro Nacional de Contadores de Histórias em Londrina/PR

Alguns banquinhos, uma roda, talvez uma fogueira, embaixo de uma árvore ou em um grande teatro… Bem, não é preciso muito para contar histórias – seja do tipo que for. O mais importante são as histórias que, como fragmentos da memória, flutuam soltas por todo canto, de modo que viajam por terras distintas.

13920968_1148079398572143_7138021155811577748_nE foi mais ou menos isso que a contadora de histórias Josiane Geroldi fez no período de 04 a 08 de agosto quando a contadora viajou a Londrina, no Paraná, para integrar a programação da sexta edição do Encontro de Contadores de História de Londrina (Ecoh), pela terceira vez consecutiva. Ela conta que uma das experiências mais interessantes vividas foi se apresentar no Okupação MARL (Movimento dos Artistas de Rua de Londrina), espaço ocupado há mais de um mês por artistas que reativaram um antigo galpão abandonado. “Através deste movimento, os artistas conseguiram a cessão do espaço pela prefeitura que, em breve, se tornará um importante espaço de cultura da cidade. Ter participado deste processo me fez ver que o caminho possível é o coletivo. Isso me provocou a praticar ideias semelhantes aqui, em Chapecó”.

 

O Ecoh tem o propósito de reunir contadores de histórias de vários locais do Brasil para a troca de experiências e apresentar ao público apresentações de narrativas orais em diversos espaços da cidade. “As narrativas tradicionais trazem uma grande carga do que somos, cada um a seu tempo, do seu modo, com o seu sentir e entendimento. Então, se você se permitir atravessar a ponte conduzido pelos contadores de histórias, pode encontrar maravilhas do outro lado no encontro com você mesmo”, reflete Josiane, idealizadora da Cia ContaCausos, a respeito da força da palavra sobre o humano.

http://https://www.youtube.com/watch?v=IZnWZ49-AsQ

O trabalho da ContaCausos consiste em difundir as narrativas orais tradicionais da cultura popular brasileira e também as regionais, especialmente da cultura cabocla. Os dois espetáculos apresentados na Ecoh, “A Noiva do Diabo” e “Esticando as Canelas”, são frutos do estudo e pesquisa que Josiane desenvolve. E apresentá-los em cidades diferentes significa semear as diversidades linguística, histórica e cultural às pessoas.

“Cada vez mais eu tenho identificado que as histórias, de fato, são universais. Mesmo quando utilizamos expressões regionais ou contamos causos específicos de uma localidade, o imaginário social e as experiências humanas são muito comuns, e isso acaba tornando a história uma linguagem universalizada”. A contadora acredita na a capacidade recíproca da contação, para ela “levar as histórias daqui pra lá, faz com que as histórias de lá também acendam nas pessoas”.

fotos: Valéria Felix