Mês: outubro 2015

Era uma vez…O povo!
Era uma vez…O povo!

“Era uma vez o povo, ou os povos do mundo todo, que, em seus cotidianos mais remotos, trocavam experiências, vivenciavam novas e antigas emoções, contavam histórias entre si, confraternizavam, sorriam,choravam e sobretudo registravam valores. Sim! Era uma vez o Verbo errante que andava solto pelos desertos, pelas cavernas, pelos mercados, nas rodas de fogo, nas encruzilhadas de viajantes, bandidos,comerciantes e aventureiros; era o verbo, mas o verbo dito, o verbo falado, contado e compartilhado por todos, e através dele transmitiam-se e conservavam-se as aventuras do ser humano.” ( Bairro Peixoto, in Os Grandes contos populares do Mundo)

O que nos move!
O que nos move!

” criar e narrar histórias é, antes de tudo, ajudar a guiar e a transformar a vida das pessoas. Porque de um simples conto pode brotar o estímulo necessário para a mudança. Num mundo que privilegia o ter em detrimento do ser, valorizar o poder das narrativas surgidas do imaginário popular é como construir uma ponte para o mundo criativo, de onde saem todos os sonhos para um dia, quem sabe, se tornarem realidade.” Nancy Mellon.

Saci? Eu juro que vi!
Saci? Eu juro que vi!

“A pesquisa com as narrativas orais e a literatura sobre Saci Pererê iniciou em meados de 2014. O desejo de narrar as façanhas do “capetinha” surgiu de leituras, pesquisas na literatura e nas oraturas, da conversa com as pessoas, da percepção das narrativas recorrentes e da força deste personagem no imaginário social regional e nacional. Desejamos contar o Saci do ponto de vista do povo, dos causos, partimos então ao estudo da obra SACI – PERERÊ o resultado de um Inquérito, primeira obra de Monteiro Lobato publicada em 1918 a partir de uma série de depoimentos reais que Lobato propôs aos leitores do “Estadinho”, suplemento do jornal O Estado de S. Paulo, onde ele propunha que lhe enviassem cartas contando tudo o que soubessem ou tivessem ouvido falar sobre o mito do Saci-Pererê. Partindo da leitura dos relatos compilados por Lobato, iniciamos a escrita do texto do espetáculo e partimos também para outras referências literárias, cinematográficas e iconográficas. Partindo destas pesquisas, juntamente com o historiador e artista plástico Marcos Schuh, sempre parceiro na construção dos cenários e objetos dos espetáculos da Contacausos, elencamos os objetos recorrentes relacionados ao personagem para a construção do cenário, objetos de cena e figurino, tendo sempre o cuidado para que os objetos estivessem a serviço da história, construindo a ponte entre o que se vê, o que se ouve e o que se imagina.”