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Tag: Tradição Popular

História Pra Contar: Os Compadres Corcundas
História Pra Contar: Os Compadres Corcundas

Era uma vez, dois compadres corcundas, um Rico outro Pobre. O povo do lugar vivia zombando da corcunda do Pobre e não reparava no Rico. A situação do Pobre, que era caçador, andava meio mal.

Certo dia, sem conseguir caçar nada, já tardinha, sem querer voltar para casa, o Pobre resolveu dormir ali mesmo no mato.

Quando já ia pegando no sono ouviu uma cantiga ao longe, como se muita gente cantasse ao mesmo tempo.

Saiu andando e andando no rumo da cantiga que não parava. Depois de muito andar, chegou numa clareira iluminada pelo luar e viu uma roda de gente esquisita, vestida de diamantes que brilhavam com a lua. Velhos, rapazes, meninos, todos cantavam e dançavam de mãos dadas, o mesmo verso, sem mudar:

– “Segunda, Terça-feira, Vai, vem! Segunda, Terça-feira, Vai, vem!”

Tremendo de medo, escondeu-se numa moita e ficou assistindo aquela cantoria que era sempre a mesma durante horas e horas.

Depois ficou mais calmo e foi se animando. E como era metido a improvisador, entrou no meio da cantoria entoando:

– “Segunda, Terça-feira, Vai, vem! E Quarta e Quinta-feira, Meu, bem!”

Imediatamente todos ficaram em silêncio, e o povo espalhou-se à procura de quem havia falado. Pegaram o corcunda e o levaram para o meio da roda. Um velhão, então, perguntou com voz delicada:

– Foi você quem cantou o verso novo da cantiga?

– Sim, fui eu, Senhor!

– Quer vender o verso? – perguntou o Velhão.

– Olha, meu senhor, não a vendo. Melhor, dou-lhes de presente, porque gostei demais do baile animado.

O Velho achou graça e todo aquele povo esquisito riu também.

– Pois bem – disse o Velhão – uma mão lava a outra. Em troca do verso eu te tiro essa corcunda e esse povo te dá um Bisaco novo!

O Velho passou a mão nas costas do caçador Pobre e a corcunda , como numa mágica, sumiu. As pessoas lhe deram um Bisaco novo e disseram que ele deveria abrir somente quando o sol nascesse.

O Caçador meteu-se na estrada e foi embora. Assim que o sol nasceu abriu o bisaco e o encontrou cheio de pedras preciosas e moedas de ouro.

No outro dia comprou uma casa com todos os móveis, comprou uma roupa nova e foi à missa porque era domingo. Lá na igreja encontrou o compadre Rico, também corcunda. Ele quase caiu de costas, ficou muito surpreso com a mudança. Mais espantado ficou quando o compadre, antes pobre e agora rico, contou tudo que aconteceu ao compadre Rico.

Cheio de ganância, o Rico resolveu arranjar ainda mais dinheiro e livrar-se da corcunda nas costas.

Esperou uns dias e depois se meteu no meio do mato. Tanto fez que ouviu a cantoria e foi na direção da toada. Achou o povo esquisito dançando numa roda e cantando:

– “Segunda, Terça-feira, Vai, vem!

Quarta e quinta-feira, Meu, bem!”

O Rico não se conteve. Abriu o par de queixos e foi logo berrando:

– “Sexta, Sábado e Domingo, Também!”

Como antes, todos ficaram em silêncio. O povo esquisito voou para cima do homem atrevido e o levaram para o meio da roda onde estava o Velhão. Esse gritou, furioso:

– Quem mandou se meter onde não é chamado, seu corcunda besta? Você não sabe que gente encantada não quer saber de Sexta-Feira, dia em que morreu o filho do alto?!

O corcunda Rico olhou sem reação e nada disse. O Velhão continuou exclamando em voz alta:

– Gente encantada não quer saber de Sábado, o dia em que morreu o filho do pecado, e nem de Domingo, dia em que ressuscitou quem nunca morre! Não sabia disso? Pois fique sabendo! E para que não se esqueça da lição, leve a corcunda que deixaram aqui e suma-se da minha vista, senão acabo com seu couro!

O Velhão passou a mão no peito do corcunda Rico e deixou ali a corcunda do compadre Pobre. Depois, deram uma carreira no homem, que ele não sabe como chegou em casa.

E assim viveu o resto de sua vida: Rico, mas com duas corcundas, uma na frente e outra atrás. As corcundas tornaram-se seu fardo, para ele deixar de ser ambicioso.

Casa da Mãe Joana e ContaCausos realizam o “Arraiá na Maloca”
Casa da Mãe Joana e ContaCausos realizam o “Arraiá na Maloca”

 

Olha a festa junina, minha gente! E é verdade! Aos juninos de plantão, que procuram por festas de São João tradicionais, bora separar a melhor roupa xadrez, o chapéu de palha e “picar a mula” pro interior. A Casa da Mãe Joana, produtora cultural independente, em parceria com a Cia ContaCausos, realiza o “Arraiá na Maloca”, no próximo sábado (17),

Tipicamente caipira, a festividade vai contar com arrasta pé, baião, forró, xote, samba de coco, quadrilha e outros tantos ritmos nordestinos. Portanto, engraxe seu melhor sapato pra dar aquela impressionada na comunidade. Ah, e você pode levar seu instrumento musical para participar do forrobodó até o dia raiar!

arraia na maloca

Comidaiáda e musicaria

Nosso Arraiá vai ter fogueira, pipoca, quadrilha, quentão, bandeirolas… Inté casório. Vai ser festança das grande! Na barraca da Casa da Mãe Joana vai ter cachaça artesanal, chope, caldo quente, quentão de vinho, água e refrigerante (porque ninguém é de ferro). Mas sugerimos que a comunidade leve pratos típicos (de docin a salgadin) para compartilharmos entre todos e darmos continuidade à tradição da festa junina! Pedimos, também, que levem seus copos e canecas (de 300ml e 500ml), para ajudarmos o meio-ambiente. O Ateliê Uva Passa & Duna estará presente, vendendo os lindos “produtin” artesanais.

Festa de São João sem música não é festa! E pra esgualepar o esqueleto, preparamos um bocado de gente boa para deixar o baile uma belezura. No aquecimento, vai ter discotecagem com Selecta Groove, apresentando sua pesquisa de música do Nordeste e  Norte, “dispôis” vai ter o sinhô Márcio Pazin e Banda e, mais tardar, a tradicional Jam Session da Casa da Mãe Joana, que já esquentou palcos do Brasil “interin”.

Ingressos

Adiante o passo e aproveite o primeiro lote de ingressos a R$ 20,00 (R$ 10,00 meia-entrada para estudantes com apresentação de carteira na entrada do evento). O segundo lote será a R$25,00 (R$ 12,50 meia-entrada para estudantes). Você pode comprar antecipadamente na Dubba Uba, no site da Sympla (on-line) ou direto com a produção (Whats – 9 9974-2634 / Joana). O Arraiá será na “Nossa Maloca”, espaço de cultura e ocupação da Cia ContaCausos, na Linha Tafona, interior de Chapecó. A festança é para todas as idades e crianças com até 12 anos não pagam ingresso.

Programação:

16h: Discotecagem Selecta Groove

20h: Show Márcio Pazin & Banda

22h: Jam Session

 

Foto: Walfrido Tomas

Cia ContaCausos lança o projeto “Embornal dos Saberes”
Cia ContaCausos lança o projeto “Embornal dos Saberes”

Finalidade da proposta é agrupar e divulgar artigos acadêmicos e não-acadêmicos sobre narrativa oral

Sabe aquela pesquisa científica sobre narrativa oral que você produziu há alguns meses ou anos? Ou aquele artigo que analisa aspectos da contação histórias? Pois bem, você pode contribuir conosco. Hoje, a Cia ContaCausos lança um novo projeto, o “Embornal dos Saberes”.

A intenção da iniciativa é reunir documentos, pesquisas, artigos e conteúdos resultados de estudos sobre narrativas orais. Desse modo, fortalecemos cada vez mais as investigações voltados à contação e narração de histórias e oportunizamos que outros pesquisadores tenham acesso aos conhecimentos gerados dentro e fora da academia. A proposta ainda é um protótipo, mas aos poucos receberá os aperfeiçoamentos necessários.

O processo é simples. Primeiro, você preenche o formulário de submissão, depois, imprime e assina o Termo de Cessão (para autorizar a publicação no site) e, por fim, encaminha ao e-mail indicado seu artigo, pesquisa ou conteúdo com o Termo de Cessão (escaneado ou assinado digitalmente). Não há prazo final para envio de trabalhos, ou seja, a convocatória está aberta de forma permanente, nem limite de envios ou critério de ineditismo e ano de publicação original do conteúdo. 

Projeto – Embornal dos Saberes

Tradicionalmente, “embornal” era a sacola confeccionada com tecidos grossos (lona, brim ou mescla), utilizada a tiracolo por tropeiros e viajantes que carregavam na bolsa alimentos, utensílios e objetos necessários às longas jornadas.

Apropriamo-nos no termo para criar o “Embornal dos Saberes”, um repositório no site da Cia ContaCausos com a intenção de divulgar e reunir pesquisas, artigos acadêmicos e não-acadêmicos, resultados de estudos sobre:

– cultura popular brasileira e tradições;

– narrativa oral;

– contação de causos, contos, lendas, dizeres e histórias;

– sabedoria popular;

– literatura;

– antropologia, patrimônio imaterial, modos de vida;

– e temas que se alinham aos objetivos da Cia ContaCausos, que são: pesquisar, registrar e difundir a arte da narrativa oral.

Ou seja, assim como o embornal era essencial aos tropeiros, os conhecimentos reunidos são primordiais a nós, o que justifica a referência. A Cia sempre inclinou-se à pesquisa e divulgação das tradições populares ligadas às narrativas orais. A partir de agora, vamos ampliar esse trabalho e oportunizar aos demais pesquisadores a publicação de seus trabalhos para, assim, divulgá-los a outros pesquisadores e comunidade interessada. Por isso, abrimos convocatória permanente para envio de qualquer pesquisa, conteúdo e resultado de estudos sobre os temas indicados acima, para enchermos juntos esse embornal.

 

PASSO 1

Preencher Formulário de Submissão – https://goo.gl/BjXcH2

PASSO 2 

Imprimir e preencher o Termo de Cessão

Versão em PDF – https://goo.gl/iKktX1 

Versão em Word – https://goo.gl/JcezPF

PASSO 3

Enviar conteúdo e Termo de Cessão por e-mail

acervo.contacausos@gmail.com

Simpatias e superstições do povo Brasileiro
Simpatias e superstições do povo Brasileiro

Simpatias e superstições do povo Brasileiro

As simpatias folclóricas e superstições são crendices criadas pelo povo. Muitas pessoas acreditam nelas e as seguem como forma de evitar algo ruim em suas vidas ou até mesmo para atrair e realizar coisas boas. Não possuem nenhuma base científica, porém são interessantes exemplos da cultura popular e do folclore brasileiro. São mais comuns nas regiões rurais do que nos grandes centros urbanos. Nas simpatias a pessoa deve realizar alguma coisa para obter ou afastar algo. Já as superstições ficam apenas no campo da crendice, sem necessidade de realização de algo prático.

Passar por debaixo de uma escada traz azar.

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Quebrar um espelho resulta em sete anos de azar.

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Encontrar um trevo de quatro folhas traz muita sorte.

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Sapo morto de barriga para cima é indício de chuva.

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Encontrar um gafanhoto verde dentro da residência é indicativo de sorte futura.

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Quando uma faca cai no chão é sinal de que uma briga acontecerá no lar. Para evitar esta briga é necessário riscar uma cruz no chão, no mesmo local onde a faca caiu.

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Se uma pessoa comer carne na sexta-feira santa poderá se transformar num cavalo.

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Contar estrelas apontando-as, faz nascer verrugas nos dedos da mão.

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Desenhar um Sol no chão faz a chuva parar.

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Pio de coruja é mau agouro.

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Entrar em casa com terra de cemitério no calçado pode provocar a morte de uma pessoa da residência.


Os cuidados com a casa

 

A dona de casa deverá limpar a casa, varrendo-a de trás para frente,
deixar o lixo fora alguns segundo; outros, mandam jogar no mar.

As vassouras devem ser queimadas e as cinzas enterradas.
Nada quebrado deve ser deixado na casa (jarros de planta, garrafas,
copos, pratos e espelhos).

Lavar os batentes da casa com sal grosso e água, ou água do mar.

Borrifar a casa com água-benta nos quatro cantos.
O bom mesmo é pintar toda a casa, colocar lâmpadas novas
(não deixar lâmpadas queimadas).

Verificar se os sapatos estão desemborcados e se as roupas não estão do avesso.

E as flores da casa devem ser amarelas para chamar ouro.


Para trazer sempre muita felicidade


Em seu jardim ou quintal, plante uma muda de jasmim. E sempre que regar essa planta, fale para ela: “Meu jasmim, traga sempre as flores e o perfume da felicidade para o meu casamento”.

 

Para não ocorrerem mais brigas


Num pedaço de papel branco, escreva o nome de seu marido e, em cima do nome dele, escreva o seu. Coloque esse papel num vidro claro. Mas preste atenção: o papel tem que ficar com as bordas para cima, encostadas nas ‘paredes’ do vidro. Depois, coloque nesse vidro mel de abelha até cobrir as pontas das laterais do papel, e aí diga: “Salve o povo cigano!” Por fim, tampe o vidro e o enterre no jardim de sua casa. Se não tiver jardim, enterre-o num vaso de flores e coloque esse vaso no lado esquerdo (de quem entra) da porta de entrada de sua casa.


Simpatias para as Festas Juninas

Passe um ramo de manjericão sobre a fogueira e jogue-o sobre o telhado de sua casa.

Se na manhã seguinte ele ainda estiver verde, é sinal de casamento com pessoa jovem.

Se estiver murcho, com pessoa mais velha.

– O carvão que sobra depois que a fogueira apaga adquire poderes sobrenaturais.

– Com ele, pode-se cobrir os ovos das aves para que a ninhada seja forte e saudável.

– Andar com um pedaço de carvão da fogueira no bolso traz felicidade e dinheiro o ano todo.

– Jogar na fogueira um galho de alecrim, arruda ou uma trança de alho espanta o mau-olhado.

– Os carvões que restarem podem ser enviados a parentes e amigos, pois são considerados bentos.

– Quem possuir um carvão da fogueira viverá até o próximo São João


Colocar um quartzo rosa dentro de um copo transparente com água filtrada e deixar no sereno, na véspera de Santo Antonio,
pedindo tudo que almeja para realização afetiva tipo: felicidade, respeito, harmonia, companheirismo, cumplicidade,afeto, dedicação, carinho, amor, compreensão etc.No dia seguinte, passar a água:
Nos pulsos, para se articular sempre com equilíbrio;Nos joelhos, para ter flexibilidade e respeitar o outro;No coração, para amar com sinceridade, e que o amor seja pleno e digno.


Para Santo Antônio

 

Moças solteiras, desejosas de se casar, em várias regiões do Brasil, colocam-no de cabeça para baixo atrás da porta ou dentro do poço ou enterram-no até o pescoço.

Fazem o pedido e, enquanto não são atendidas, lá fica a imagem de cabeça para baixo.

E elas pedem:
“Meu Santo Antônio querido,
meu santo de carne e osso,
se tu não me dás marido,
não tiro você do poço.”

Amarre uma fita vermelha e outra branca no braço da imagem
de Santo Antônio, fazendo a ele o pedido.

Rezar um Pai-Nosso e uma Salve-Rainha.
Pendurar a imagem de cabeça para baixo sob a cama.

Ela só deve ser desvirada quando a pessoa alcançar o pedido.


Pimenteira


A moça deve apanhar pimentas num pé de pimenteira com os olhos vendados. Caso ela colha pimenta verde, seu noivo será jovem; se for madura, o casamento será com velho ou viúvo; se a pimenta for de verde para madura, o casamento será com homem de meia-idade.

 


Saber com quem vai casar

 

No dia de Santo Antônio, em cada refeição que fizer, deve deixar um pouco de comida no prato.

No final do dia, ela precisa rezar para Nossa Senhora e pedir para que o homem amado venha comer os restos

que deixou durante o dia. Depois é só adormecer, o amado aparecerá em seus sonhos comendo a comida.

ou na noite de São João, escrever o nome de quatro pretendentes em cada ponta do lençol e dar um nó em cada uma delas.

De manhã, o nó que estiver desmanchado tem o nome daquele com quem a pessoa vai se casar.

Não vale proteção !



Imagem do ovo


Na noite de 23 de junho, quebrar um ovo dentro de um copo e deixá-lo ao relento. Na manhã seguinte, interpretar o que está desenhado na clara: torre de igreja é casamento

(em algumas regiões do Brasil)

ou ingresso na vida religiosa (Maranhão);

túmulo, caixão de defunto ou rede de defunto significa morte na certa em algumas regiões;

em outras, a rede também pode ser interpretada como renda, de que é feito o véu de noiva; significa, portanto, casamento.

 



Na fogueira de São João


Com um papel branco à mão, coloca-se por cima da fogueira, sem queimar. Vai-se rezando uma Salve Rainha, girando o papel e a fumaça vai fazendo um desenho, cuja figura é o rosto do homem com quem vai se casar.

 



Sabedoria de bananeira

Na noite de São João, de 23 para 24, deve-se enfiar uma faca virgem (nova) na bananeira.

No dia seguinte, de manhã bem cedo, retire a faca que nela aparecerá o nome do(a) futuro(a) noivo(a).

Outra variante dessa simpatia diz que o nome do(a)

futuro(a) marido/mulher aparecerá escrito no caule da bananeira.

Alguns preferem ver o nome escrito no tronco da bananeira.

Ainda há outra variante, mais rápida: enfia-se a faca na bananeira e, ao retirá-la, você ouvirá o nome do(a) futuro(a) companheiro(a).

 



Papéis mágicos


Na noite de São João, escreva em pequenos papéis o nome de vários(as) pretendentes.

Enrole-os e jogue-os em uma bacia ou copo d’água.

O papel que se desenrolar primeiro indicará o nome do(a) futuro(a) companheiro(a).



Energia do santo


Regue as plantas antes de o Sol nascer, no dia de São João.

As plantas crescerão bem mais fortes.


Umbigo

 

– Para evitar o mal-dos-sete-dias, coloque-se fumo no umbigo da criança.
– Se o rato comer o umbigo da criança, o menino será ladrão
– umbigo de menino enterrado no hospital fará dele um médico
– dar umbigo de criança para um boi comer, torna a criança forte
– enterrar o umbigo junto ao fogão torna o filho desagarrado da mãe
– Umbigo de menina enterrado ao pé da roseira faz com que ela se torne bonita



Contra inveja e mau-olhado

– vestir a criança de amarelo evita mau-olhado e dá sorte
– banhar com três ramos de arruda protege contra mau-olhado.



Contra pipi na cama

 

– urinar em formigueiro
– urinar na brasa
– urinar no tijolo quente.


Pode atrasar a fala da criança

– criança que põe chave na boca demora a falar.



Para criança aprender a falar logo

– beber água em campainha de igreja, três vezes
– beber água na casca de ovo.


 

Para andar depressa

– socar com a roupa da criança no pilão três sextas-feiras seguidas. [
– cortar o medo de andar, com o machado: a criança vai dando puxada por alguém e outra pessoa [de preferência a madrinha] vai atrás com um machado, simulando machadadas em cruz nos rastinhos
– varrer o medo: a madrinha de batismo vai amparando a criança a alguém vai simulando varrer-lhe os rastos na direção da porta da cozinha; se o fizer em direção à porta da sala, a criança fica “rueira”
– passar ovo de aranha na “curva da perna” da criança: passá-lo em cruz



Para crescer

– dar de beber à criança chá de grelo de bambu.


 

Para desengasgar

– soprar no rosto da criança
– virar a criança de cabeça para baixo
– soprar na moleira
– virar o tição ao contrário.


 

Combatendo soluço

– dar à criança três gotas de água fria
– colocar na testa da criança pêlo de manta molhado na saliva da mãe
– colocar na testa da criança papel de pão molhado na saliva da mãe
– beber água e jogar o resto três vezes para trás
– recitar: “soluço vai, soluço vem, soluço traz para quem não tem”.


 

Contra sapinho

– passar a chave do sacrário na boca da criança: contra sapinho
– passar bicarbonato com mel na boca da criança: contra sapinho
– pôr os paninhos para secar na chaminé: contra sapinho
– banhar a criança com água fervida na panela de angu contra brotoeja.

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