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Tag: pesquisa em narrativas

ContaCausos e Sesc Chapecó promovem Oficina de Contação de Histórias
ContaCausos e Sesc Chapecó promovem Oficina de Contação de Histórias

 

Atividade acontecerá em dois encontros e procura sensibilizar e formar novos contadores

Quem não lembra das histórias contadas pelos avós, das rodas de fogueira ou ao redor do fogão a lenha? Mas quem continua contando tais histórias hoje? Voltado ao fomento das tradições, o trabalho da Cia ContaCausos com as oficinas de formação busca incentivar e sensibilizar novos contadores. Além disso, a proposta é provocar reflexões sobre a narrativa oral, sua relevância história, social e cultural.

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Pensando nisso, o Sesc em Chapecó, em parceria com a Cia, promove uma Oficina de Contação de Histórias. Serão dois encontros onde educadores, contadores, pesquisadores, artistas, produtores e público interessado na arte da narrativa poderão aumentar o repertório sobre os estudos da oralidade. Pois ao se pensar em contação de histórias, emerge desse espaço inúmeras possibilidades: desde pesquisa e repertório à expressão corporal.

Ou seja, além de prática, a oficina pretende problematizar, analisar e instigar aos elementos que envolvem a pesquisa acerca das narrativas. “Toda narrativa oral é resultado de representações e expressões populares, de criações sobre a realidade. E isso faz parte da nossa identidade, da cultura, das construções simbólicas. Ou seja, pensar nas histórias envolve pesquisar o que elas representam e como dialogam com outros elementos da cultura”, salienta Josiane Geroldi, idealizadora da ContaCausos e oficineira.

Como faço minha inscrição?

A oficina será dividida em dois encontros (sábados): no dia 8 de julho e 15 de julho. Em ambos os dias, a programação será das 8h às 12h e das 13h30 às 19h30, totalizando 20 horas de curso (com emissão de certificado). As inscrições podem ser feitas na Unidade do Sesc em Chapecó, na rua Brasília, 475 D, no bairro Jardim Itália, local onde o encontro será realizado. A oficina possui investimento de R$ 100,00 (para público em geral) e R$ 50,00 (para comerciários, com carteirinha do Sesc). As vagas são limitadas, então se antecipe e garanta logo sua vaga.

Texto e fotos: Assessoria de Imprensa

Relato da ContaCausos inspira ilustração do Lobisomem
Relato da ContaCausos inspira ilustração do Lobisomem

Trabalho criado por estudante de Design faz parte de um livro

Foi depois de um encontro por acaso que a estudante de Design Maria Augusta Scopel Bohner, 19 anos, acabou ilustrando um dos personagens folclóricos brasileiros mais conhecidos: o Lobisomem. Maria assistiu ao espetáculo de “Visagem”, da ContaCausos, e após a sessão acabou se inteirando mais sobre os figuras recorrentes na tradição oral do Oeste catarinense em uma conversa com a contadora de histórias Josiane Geroldi.

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Ilustração do Lobisomem criada por Maria Augusta, a partir de relatos e pesquisas (Crédito: Maria Augusta Scopel Bohner/SG Arte Visual)

“Visagem” é resultado da pesquisa da Cia que iniciou em 2008. O espetáculo reúne narrativas, experiências, causos e crenças da região Oeste compilados através de entrevistas com comunidades tradições do interior das cidades. Maria havia sido provocada pelo curso (em fase de conclusão) a ilustrar uma história ou conto regional e a experiência do espetáculo acabou lhe inspirando. A jovem procurou no site da Cia contos sobre o Lobisomem e, ao encontrar referências, criou esse trabalho incrível.

“Achei muito interessante [o conto do Lobisomem], amo conhecer mais sobre cultura e folclore. Às vezes, vivemos imersos em um ambiente muito influenciado pelas culturas estrangeiras, que acabamos nos esquecendo da riqueza cultural próxima a nós. Sou apaixonada pela iniciativa da Cia ContaCausos, especialmente por resgatar as histórias regionais”, explica Maria, que é chapecoense, mas estuda em Florianópolis e que conta ter sido a primeira vez que ouvir histórias do personagem ilustrado aqui na região.

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História Pra Contar: Causo de Lobisomem

No fim do ano passado, a ilustração de Maria e de outros colegas foram publicadas no livro “Lendas”, organizado pelo artista e ilustrador chapecoense  Samicler Gonçalves, proprietário da SG Arte Visual, escola onde Maria conclui os trabalhos. A obra reúne narrativas autorais, adaptações e releituras de narrativas regionais que instigam o leitor a participar do universo literário criativo. “A proposta é fomentar a cultura local e incentivar os elementos que compõem a região em que estamos inseridos”, explica Samicler. Aos interessados, o livro pode ser adquirido na livraria da SG Arte Visual, localizada na Galeria Zandonai, sala 09, Avenida Nereu Ramos, 247-E, Centro de Chapecó.

Quer saber mais sobre o trabalho de Maria? Acompanhe as redes sociais da ilustradora:

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Tumblr

Behance

Cia ContaCausos leva contação de histórias a Blumenau e Timbó
Cia ContaCausos leva contação de histórias a Blumenau e Timbó

Estão programados espetáculos, oficinas e palestras sobre narrativa oral

De volta à estrada, a Cia ContaCausos, de Chapecó, circulará desta vez por Blumenau e Timbó. Dentre as atividades programadas, estão espetáculos e oficinas de contação de histórias, memória e oralidade. Idealizada pela contadora de histórias Josiane Geroldi, há sete anos, a Cia desenvolve pesquisas sobre sabedoria popular e narrativas orais, resultando em espetáculos e registros da cultura imaterial.

02 - Esticando as Canelas (Foto Cia ContaCausos)

Ao todo, serão cinco dias de atividades em escolas e espaços culturais. Josiane conta que viagens a outras cidades enriquecem muito seu trabalho. Para a contadora, conhecer o contexto de regiões diferentes resulta e um benefício mútuo: “Ao levar o trabalho da Cia, fazendo com que as pessoas se sintam inseridas e se reconhecem pelas histórias, eu também acabo recebendo um retorno por meio das reações, dos relatos e sentimentos do público”, comenta a artista.

Quem ainda não conhece o trabalho, terá a oportunidade especialmente nos dias 13 e 14. Neste sábado será dia do Zé Malandro enganar a Dona Morte em “Esticando as Canelas”. Humoradas, as narrativas lembram as malandrices do moço ao tentar escapar da Morte. Já no domingo, é a vez das histórias macabras com o espetáculo “Visagem”. A partir de estudos e entrevistas com moradores do interior do Oeste catarinense, Josiane compilou os relatos e criou a sessão que percorre crenças e histórias sobrenaturais.

Nos demais dias, haverá oficinas para contadores, professores e público interessado e palestras. Confira a programação e, se houver alguma dúvida, informe-se através dos contatos indicados.

 

PROGRAMAÇÃO

13/05

Oficina de Contação de Histórias

Investimento: R$ 25,00

Local: Sociedade Cultural de Timbó

Inscrições: gilhistorias@gmail.com/ (47) 9 9914 8593 (Gilmara Goulart)

(A partir de 10 anos / Vagas limitadas)

13/05

Espetáculo “Esticando as Canelas”

Ingressos: R$ 12,00 (meia entrada) R$ 24,00 (inteira) – 1h antes da sessão

Local: Sociedade Cultural de Timbó

Inscrições: gilhistorias@gmail.com/ (47) 9 9914 8593 (Gilmara Goulart)

Evento em parceria com Grupo Uni Duni Tê, Gil Formações e Lions Clube Timbó

14/05

Espetáculo “Visagem”

Ingressos: R$ 15,00 (meia entrada) e R$ 30 (inteira) – somente 25 ingressos disponíveis

Local: Fundação Cultural de Blumenau (Espaço alternativo)

Informações: contacausos@gmail.com / Fundação Cultural de Blumenau (47) 3381 6192

15/05

Palestra – Oralidade: Memória, pesquisa e afetividade (22º Proler Blumenau)

Local: FURB Campus 1

Horário: 19h30 (para público inscrito no evento)

Mais informações: comiteprolervale.blogspot.com.br

16/05

Espetáculo “Esticando as Canelas”

Local: FURB Campus 1

Mais informações: comiteprolervale.blogspot.com.br

Evocando a anciã sábia, a verdade a e história
Evocando a anciã sábia, a verdade a e história

ContaCausos apresenta “Puravida”, sessão de contos sobre sabedoria feminina

A tecelã esteve presente, a velha sobre os ombros da velha e a Brujah também. Mulheres, homens, jovens e estudantes… Todos se reuniram para ouvir as sabedorias femininas de “Puravida”, sessão de contos inéditos inspirados em narrativas orais e literárias.

puravida - CONTACAUSOS (2)

O convite do Gapa, dois ou três meses antes da apresentação, coincidiu com uma vontade urgente da contadora de histórias Josiane Geroldi. A ideia era reunir narrativas sobre conhecimentos e mulheres empoderadas para encerrar a mostra “Violência Contra a Mulher: Um Olhar Anterior” em Chapecó. Leituras e pesquisas sobre o tema estavam recorrentes nos estudos da contadora, mas foi o convite que a fez condensar os contos e esboçar o embrião de um novo espetáculo da Cia ContaCausos.

Josiane conta que tem vivido um processo de entendimento como contadora de histórias e mulher, de procurar quem ela é o que quer dizer enquanto artista. O resultado desse processo culminou em “Puravida”, que condensa experiências pessoais, a pesquisa desenvolvida e um compromisso artístico. “As histórias apresentadas me tocam de forma muito profunda, muito singular. E eu senti a necessidade de fazer com que as pessoas também se encontrassem através dessas narrativas, assim como eu tenho o feito”, revela a artista.

puravida - CONTACAUSOS (3)“A experiência possibilitou relembrar várias situações em minha vida, de enfrentamentos, de dor, indignação, de lutas políticas e ideológicas e da importância em debater essa temática em diferentes espaços e linguagens”, entende a professora universitária Rosana Badalotti, que esteve presente na sessão. Comovida, ela ainda conta que ao longo de seus quase 50 anos tem desempenhado vários papéis, o da “Bruxa”, da “tecelã”, da “da verdade que se veste de história” e até mesmo o da “contra-história” (personagens da narrativas apresentadas).

Nada por acaso 
Como lembra Josiane, conceber um projeto é transitar por escolhas, e no caso de “Puravida” as narrativas já estavam, de algum modo, presentes em sua vida, mesmo que implícitas. E quando histórias emergiram de fato, não havia dúvida, era preciso enaltecer as mulheres empoderadas, estabelecendo a figura feminina como protagonista da ação, onde ela resolve situações de sua comunidade e é detentora de conhecimentos, distanciando-a do papel fantasiado em que ela espera pelo príncipe.

puravida - CONTACAUSOS (4)

Essa foi a leitura do estudante de Jornalismo Carlos Eduardo Pereira. Segundo ele, não somente é preciso falar sobre questões que envolvam gênero, como é preciso ouvir as mulheres, permitir seus espaços de direito. “É muito comum ouvir narrativas protagonizadas por homens, velhos, malandros, pescadores ou monstros, mas raramente vemos uma mulher como personagem principal. Ou elas são bruxas ou estão à espera de seu amado”, argumenta o estudante. Ele brinca que só não chorou, porque sentiria vergonha diante das demais pessoas, embora o espetáculo tenha o tocado de modo que ouviria as  histórias a noite inteira, sem ousar interromper, a não ser para aplaudir.

“Puravida” não surge para didatizar ensinamentos, conhecimentos e modos de vida de mulheres, nem para doutrinar pensamentos. Surge, sobretudo, para romper com paradigmas conservadores e para superar os desafios através da arte. Como comenta Josiane, esse é seu “modo de gritar”, de apresentar “a verdade que se disfarça de história”.

 

Fotos: Priscila Pires

Texto: Assessoria de Imprensa

Em Sala de Aula: Criando Textos Coletivamente
Em Sala de Aula: Criando Textos Coletivamente

Selecionamos um plano de aula muito interessante para propor em sala. A ideia é incentivar os alunos à escrita é oportunizá-los experimentar a literatura de outra maneira. Especialmente quando for de forma colaborativa, em que os envolvidos precisam exercitar de forma mais profunda a escuta, a leitura e a produção textual.

Uma dica: Nesta proposta de aula, você pode sugerir aos alunos criarem personagens inéditos baseados em figuras públicas.

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Baú de histórias – Criando Textos Coletivamente

Objetivo(s)

Estimular a criatividade na produção de histórias;

Desenvolver a oralidade através de narrativas criadas pelos próprios alunos;

Compreender a estrutura de um texto narrativo produzido, através da criação de histórias;

Exercitar o trabalho em grupo, respeitando a vez de cada colega se expressar, valorizando as diferentes contribuições da turma.

Conteúdo(s)

Linguagem oral;

Produção de textos (narrativas) oralmente;

Estrutura textual – narrativa.

Ano(s)

Tempo estimado

2 horas

Material necessário

Um baú enfeitado e colorido (que pode ser construído previamente com as crianças) e vários objetos que podem ou não ter relação com um tema. Os objetos podem ser trazidos pelo professor ou pelos próprios alunos da turma e dispostos dentro do baú.

 

Desenvolvimento

1ª etapa

Na primeira etapa, de preparação, acontecerá no dia anterior. A professora apresentará um baú e explicará a proposta, dizendo que este baú contém muitas histórias que estarão representadas por objetos e que os alunos criativamente, ajudarão a contar. Para isso, decorarão o baú com bastante capricho, colando figuras, fotos etc. E no dia seguinte, levarão diversos objetos para a escola, que farão parte deste baú (objeto que gostem, que achem bonito, interessante etc). A professora pode escolher com a turma um tema (por exemplo: objetos de higiene, brinquedos, miniaturas etc) ou deixar à livre escolha dos alunos.

2ª etapa

No dia seguinte, a atividade será iniciada assim que todos os alunos colocarem seus objetos dentro do baú. Primeiramente, será necessário que a professora explique o tipo de texto que irão produzir. Pode fazer referência a outras histórias e narrativas já trabalhadas em sala, perguntando as histórias que os alunos conhecem e expor aos alunos a estrutura básica de toda história, com início, meio e fim. E, para começar a criação, farão um primeiro movimento de criação de personagens. Reunidos em grupos (a definir pelo tamanho da classe), os alunos rceberão uma folha e materiais de desenho e criarão um personagem por grupo. Esses personagens, juntos, comporão a história. Um dos grupos pode ficar responsável pela criação do cenário onde se passará a história.

3ª etapa

As criações dos alunos serão expostas à frente e apresentadas por cada grupo. Assim, começarão a surgir as ideias de histórias, a partir dos personagens e cenário criados. A professora explicará que será responsável por registrar a história num cartaz e que a turma irá conduzi-la nesta tarefa, no processo de criação. A professora evitará interferir na história criada, apenas fará perguntas e provocações que motivem o grupo a desenvolver com coerência e detalhamento a narrativa. Também será responsável por organizar a estrutura ortográfica e gramatical do texto, sempre explicando aos alunos o uso da pontuação, os parágrafos, etc.

4ª etapa

Nesta etapa, o ápice da atividade, a produção oral da história coletiva será realizada. A professora estará à frente da turma para registrar as criações no cartaz e os alunos, um  por vez, irão até o baú de objetos (que estará disposto em lugar central da sala) e escolherão um objeto para desencadear as sequências da narrativa. Assim, cada aluno terá a oportunidade de, a partir dos personagens, cenário e objetos, desenvolver criativamente partes da história. Toda a turma poderá contribuir a cada objeto escolhido, mas o aluno da vez, terá a oportunidade antes, de expressar de que maneira o objeto o inspirou para a construção da história. A atividade será concluída quando a história tiver as etapas de início, meio e fim concluídas e quando todos os alunos tiverem sdo contemplados com a oportunidade de participação.

 

Avaliação

Os alunos serão avaliados quanto à participação e quanto à compreensão demonstrada sobre os elementos que compõem a narrativa como modalidade textual. Será observada a coerência na construção das etapas da história, bem como a criatividade e a sequência respeitada na construção textual. Os aspectos sociais como respeito à vez dos colegas, às ideias diferentes e à exposição de ideias também serão considerados.

Flexibilização

Alunos com dificuldade na exposição oral de suas ideias poderão usar recursos de imagem ou escrita para expô-las. Alunos com deficiência visual poderão participar e contribuir através do tato, explorando cada objeto escolhido para a história. Alunos com deficiência intelectual poderão contribuir na etapas de escolha de objetos e receberem auxílio com perguntas diretas para a construção da história. Alunos com deficiência física poderão receber auxílio dos colegas para ter acesso ao baú (que pode ser levado até o aluno) e para pegar as peças (se não for possível, ele vai indicar ao colega o objeto escolhido).

Deficiências

Auditiva

Intelectual

Visual

Múltipla

Física

 

Conteúdo publicado originalmente na Revista Nova Escola

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