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Tag: Cia Contacausos

MARACÁ: Cia apresenta novo espetáculo de contação de histórias
MARACÁ: Cia apresenta novo espetáculo de contação de histórias

 

Pela sexta vez, a Cia ContaCausos participou da Semana Literária Sesc Paraná, que neste ano chegou a sua 36ª edição. Um dos eventos mais importantes da área de literatura no Brasil, a Semana Literária foi realizada em 23 cidades paranaenses de forma simultânea.

Com o tema “Literatura e(m) Movimento: travessias do tempo e do espaço”, o evento contou com palestras, oficinas, lançamentos e encontros para refletir literatura e a maneira como ela transita no tempo e espaço. Promovida pelo Sesc em Toledo (PR), a Semana foi realizada entre os dias 18 e 23 de setembro. 

maraca - sesc 2 - Lysiane Baldo

Inclusive, a Semana Literária foi palco do mais recente espetáculo de contação da ContaCausos, chamado “Maracá”. O novo trabalho da Cia reúne histórias onde a cabaça (porongo) é o elemento central da narrativa. Ficou com curiosidade? Pois bem, “Maracá” refere-se ao instrumento musical, utilizado em muitas tribos indígenas para rituais e cerimônias tradicionais. Para a etnia Tupinambá, o maracá é muito simbólico. Dizem que quando o instrumento é tocado, a voz dos ancestrais pode ser reproduzida, tornando-o um elemento sagrado.

Muitos contos apresentam a cabaça como instrumento místico ou simbólico. Exemplo disso é o conto sobre o primeiro contador de histórias. Na narrativa de origem africana, o pássaro marabu anotava todas as histórias do mundo. Mas para torná-las memória e não perdê-las, o primeiro buscador de histórias as colocou numa cabaça, e ao beber as histórias da cabaça, ele resolveu o problema. Assim, poderia guardar as histórias em si e contá-las aos demais.

Encontros e histórias

Ao todo, Josiane Geroldi, idealizadora da ContaCausos, realizou 12 apresentações durante a Semana Literária em cinco cidades participantes. Como lembra a contadora, a literatura oral costuma trazer grandes cargas do que somos e de como somos. E isso, segundo ela, depende do tempo, do modo e do sentimento de quem ouve. Ou seja, “as narrativas atuam como pontes construídas pela figura do contador. Nós conduzimos quem ouve, mas é o ouvinte quem faz sua busca pelo o que é narrado”.

Narrar sobre porongos é um tanto quanto poético. Isso porque, o elemento parece ser o recipiente que gera a reunião, através da cuia, do “pote” que alimenta, do berimbau nas rodas de dança, do lugar onde se guarda histórias… Além disso, é rodeado de misticismo e crenças em muitas culturas e etnias por todo o mundo. Se quiser saber mais sobre o espetáculo Maracá, entre em contato conosco! E nos acompanhe pelas redes sociais.

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Fotos: Lysiane Baldo/Facebook

#Popularium: Os filhos do Boto
#Popularium: Os filhos do Boto

 

Quase todo mundo conhece alguma lenda, conto popular, histórias de assombração, causo que vira e mexe acontece… Mas você já se perguntou de onde ou como essas tradições orais surgiram?

O portal Mundo Freak decidiu investigar algumas histórias de tradição oral e criou a série de podcasts “Popularium”. A intenção é explorar os mitos, lendas e folclores de modo a entender suas origens e como dialogam com a sociedade.

Em parceria com o portal, compartilhamos no site Cia ContaCausos os podcasts (que podem ser baixados). Desta vez, a lenda investigada é “Os filhos do Boto”. Costuma-se dizer que os filhos de “pais desconhecidos” são crianças do Boto, que se transforma em um galã vestido de branco, com um grande chapéu que esconde suas narinas e seduz as mulheres.

OUÇA O PODCASTPopularium 01: Os filhos do Boto

DOWNLOAD Popularium 01: Os filhos do Boto

Conheça mais

O portal Mundo Freak surgiu em agosto de 2012, fundado pelo escritor Andrei Fernandes, pela gerente de mídias sociais Ira Morato e pelo professor de história Rafael Jacaúna. A intenção do portal é criar e compartilhar conteúdos sobre cultura popular.

Os episódios de “Popularium” são produzidos através da pesquisa e compilação realizadas por Andrei Fernandes e Andriolli Costa (criador do O colecionador de Sacis).

 

* Conteúdo originalmente publicado no portal Mundo Freak

Josiane Geroldi e Paulo Freire apresentam espetáculo “Imagina Só”
Josiane Geroldi e Paulo Freire apresentam espetáculo “Imagina Só”

 

Parceria dos contadores reúne causos, viola e contos populares

Se há algo em comum no trabalho da contadora de histórias Josiane Geroldi e do violeiro Paulo Freire é o encantamento pelo imaginário popular. Há quem diga, inclusive, que imaginário é somente um palavra, pois lobisomem e saci existem. E dessa parceria entre os contadores, surgiu o espetáculo de narrativas “Imagina Só”.

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Os dois se apresentaram pela primeira vez juntos em 2016, durante o Encontro Internacional de Contadores de Histórias (Boca do Céu), em São Paulo. A parceria deu certo e ambos decidiram reunir os causos novamente. O repertório é baseado em causos  e mitos populares brasileiros e une a narração de Josiane com a viola e os causos de Paulo Freire, ou melhor, Dona Jo e Nhô Paulo.

Como lembra Josiane, “tradicionalmente, as histórias eram contadas em rodas de fogueira ou acompanhadas de música, viola caipira, nos serões ou junto à família”. E a intenção é justamente esta, levar às pessoas experiências e sentimentos, seja o humor, o medo, a alegria. “Em especial, queremos aproximar o público da identidade cultural e do folclore através das narrativas orais”, afirma a contadora.

Paulo Freire é escritor, músico e contador de histórias com mais de 20 anos de experiência. Sua carreira solo como compositor e cantor começou em 1995. Ao longo dos anos, Paulo contribuiu e produziu outros discos e trabalhos para a televisão, cinema e séries. Já publicou seis livros autorais e colaborou com outras duas publicações. Seu repertório como contador passeia entre os causos caipiras, folclóricos e contos da oralidade popular brasileira.

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Quem conta um conto…

“Imagina Só” é um convite para fechar os olhos e se sentir no voo dos papagaios, desde as Veredas do Urucuia “inté” as barrancas do Rio Uruguai, brincam os contadores. E quem se programar, terá a chance de vê-los juntos. A partir do dia 06 de agosto, o espetáculo circulará em oito cidades de Santa Catarina. A circulação é uma parceria entre os contadores de histórias e as unidades do Sesc no estado. Veja abaixo a programação ou acompanhe no site do Sesc os locais das apresentações.

Programação

06/08 – Sesc São Miguel do Oeste

07/08 – Sesc Concórdia

08/08 – Sesc Xanxerê

10/08 – Sesc Chapecó

12/08 – Sesc Joaçaba

13/08 – Sesc Lages

14/08 – Sesc Blumenau

16/08 – Feira do Livro de Pouso Redondo (Sesc Rio do Sul)

 

Fotos: Pedro Napolitano Prata

ContaCausos realiza curso de formação com professores do Sesc Santa Catarina
ContaCausos realiza curso de formação com professores do Sesc Santa Catarina

 

Mais do que ‘ensinar a contar’ histórias, foi um encontro para entender a potência humanizadora das narrativas orais na escola. Assim podemos resumir O curso“Contar histórias na escola: um exercício de humanidade” ministrado por Josiane Geroldi da Cia ContaCausos. A convite do Departamento Regional de Educação do Sesc de Santa Catarina, a atividade reuniu professores na unidade do Sesc escola em Palhoça e São Miguel do Oeste e teve a intenção de problematizar a relevância histórica, social e as possibilidades artísticas da contação de histórias na contemporaneidade.

Ouvir e contar histórias  já foi uma prática comum entre famílias, mas com as transformações das relações familiares o espaço escolar tem se tornado cada vez mais atrativo a essa prática de encontro com a humanidade que existe em nós. Para Josiane as narrativas orais preservam a qualidade de sensibilização humana. Isso porque tocam de forma muito singular cada pessoa. E assim foi conduzido o curso, com foco na instrumentalização dos professores às técnicas e reflexões sobre a contação de histórias. Ou seja, a proposta foi apresentar maneiras e caminhos para realizar a arte narrativa através de experiências significativas no espaço escolar.

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“O curso foi tão intenso que parece ter durado meses”, brinca Franciele Pires, professora do Sesc em Palhoça e participante. “Eu mergulhei de cabeça em tudo o que conversávamos. Viajei por todos os lugares e descobri que posso ir muito mais além”. Segundo Franciele, a experiência a inspirou, dentre outras coisas, a ser mais humana.

 

 

Livros sobre narrativas orais, histórias e ofício do contador
Livros sobre narrativas orais, histórias e ofício do contador

 

Dia 25 de julho é conhecido como o Dia Nacional do Escritor. A data foi criada a partir do 1º Festival do Escritor Brasileiro, organizado ainda na década de 1960 por João Peregrino Júnior e por Jorge Amado, um dos principais ícones da literatura brasileira.

Como todos somos escritores, leitores e ouvidores, separamos algumas indicações de livros sobre a arte da narrativa oral. Alguns títulos possuem versão em PDF, outros somente versão impressa. Desse modo, você pode ampliar suas referências bibliográficas ou compartilhar às demais pessoas.

Lembre de comentar e dizer o que você achou da seleção.

Boa leitura!

 


 

BENJAMIN, Walter. O narrador. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1986. (baixe o PDF)

Bettelheim, Bruno. A psicanalise dos contos de fadas. São Paulo: Paz e Terra.1990. (baixe o PDF)

ESTÉS, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com lobos. Rio de Janeiro: Rocco,1994. (baixe o PDF)

BEDRAN, Bia. A arte de cantar e contar histórias – narrativas orais e processos criativos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

BUSATTO, Cléo. Contar e encantar: pequenos segredos da narrativa. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2004.

CASCUDO, Luís da Câmara. Literatura oral no Brasil. 3. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1984.

COELHO, Betty. Contar histórias: uma arte sem idade. São Paulo, 1994.

GIRARDELLO, Gilka; FOX, Geoff. Baús e Chaves da Narração de Histórias. Florianópolis ( SESC): Milbocas, 2004.

LIMA, Nei Clara de. Narrativas orais: uma poética da vida social. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2003.

LISBOA, Marcia. Para Contar histórias – teoria e prática. Rio de Janeiro: Wak editora, 2010.

MACHADO, Ana Maria. Contando Histórias, formando leitores. Campinas, SP: Papirus 7 Mares, 2011.

MACHADO, Regina. Acordais: fundamentos teóricos-poéticos da arte de contar histórias. São Paulo: DCL, 2004.

MATOS, Gislayne Avelar. O ofício do contador de histórias: perguntas e respostas, exercícios práticos e um repertório para encantar. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009.

MELLON, Nancy. A arte de contar histórias. Rio de Janeiro: Rocco, 2006.

MORAES, Fabiano. GOMES, Lenice. A arte de encantar- o contador de histórias contemporâneo e seus olhares. São Paulo: Cortez, 2012.

SISTO, Celso. Textos e pretextos sobre a arte de contar histórias. Chapecó: Argos, 2001.

TIERNO, Giuliano. A arte de contar histórias – Abordagens poética, literária e performática. São Paulo: Ícone, 2010.

TURCHI, Maria Zaira. Literatura e Antropologia do Imaginário. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 2003

ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção e leitura. São Paulo. Cosac Naify,2007.

ZUMTHOR, Paul. Introdução à poesia oral. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

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