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Tag: ancestralidade

Evocando a anciã sábia, a verdade a e história
Evocando a anciã sábia, a verdade a e história

ContaCausos apresenta “Puravida”, sessão de contos sobre sabedoria feminina

A tecelã esteve presente, a velha sobre os ombros da velha e a Brujah também. Mulheres, homens, jovens e estudantes… Todos se reuniram para ouvir as sabedorias femininas de “Puravida”, sessão de contos inéditos inspirados em narrativas orais e literárias.

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O convite do Gapa, dois ou três meses antes da apresentação, coincidiu com uma vontade urgente da contadora de histórias Josiane Geroldi. A ideia era reunir narrativas sobre conhecimentos e mulheres empoderadas para encerrar a mostra “Violência Contra a Mulher: Um Olhar Anterior” em Chapecó. Leituras e pesquisas sobre o tema estavam recorrentes nos estudos da contadora, mas foi o convite que a fez condensar os contos e esboçar o embrião de um novo espetáculo da Cia ContaCausos.

Josiane conta que tem vivido um processo de entendimento como contadora de histórias e mulher, de procurar quem ela é o que quer dizer enquanto artista. O resultado desse processo culminou em “Puravida”, que condensa experiências pessoais, a pesquisa desenvolvida e um compromisso artístico. “As histórias apresentadas me tocam de forma muito profunda, muito singular. E eu senti a necessidade de fazer com que as pessoas também se encontrassem através dessas narrativas, assim como eu tenho o feito”, revela a artista.

puravida - CONTACAUSOS (3)“A experiência possibilitou relembrar várias situações em minha vida, de enfrentamentos, de dor, indignação, de lutas políticas e ideológicas e da importância em debater essa temática em diferentes espaços e linguagens”, entende a professora universitária Rosana Badalotti, que esteve presente na sessão. Comovida, ela ainda conta que ao longo de seus quase 50 anos tem desempenhado vários papéis, o da “Bruxa”, da “tecelã”, da “da verdade que se veste de história” e até mesmo o da “contra-história” (personagens da narrativas apresentadas).

Nada por acaso 
Como lembra Josiane, conceber um projeto é transitar por escolhas, e no caso de “Puravida” as narrativas já estavam, de algum modo, presentes em sua vida, mesmo que implícitas. E quando histórias emergiram de fato, não havia dúvida, era preciso enaltecer as mulheres empoderadas, estabelecendo a figura feminina como protagonista da ação, onde ela resolve situações de sua comunidade e é detentora de conhecimentos, distanciando-a do papel fantasiado em que ela espera pelo príncipe.

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Essa foi a leitura do estudante de Jornalismo Carlos Eduardo Pereira. Segundo ele, não somente é preciso falar sobre questões que envolvam gênero, como é preciso ouvir as mulheres, permitir seus espaços de direito. “É muito comum ouvir narrativas protagonizadas por homens, velhos, malandros, pescadores ou monstros, mas raramente vemos uma mulher como personagem principal. Ou elas são bruxas ou estão à espera de seu amado”, argumenta o estudante. Ele brinca que só não chorou, porque sentiria vergonha diante das demais pessoas, embora o espetáculo tenha o tocado de modo que ouviria as  histórias a noite inteira, sem ousar interromper, a não ser para aplaudir.

“Puravida” não surge para didatizar ensinamentos, conhecimentos e modos de vida de mulheres, nem para doutrinar pensamentos. Surge, sobretudo, para romper com paradigmas conservadores e para superar os desafios através da arte. Como comenta Josiane, esse é seu “modo de gritar”, de apresentar “a verdade que se disfarça de história”.

 

Fotos: Priscila Pires

Texto: Assessoria de Imprensa

Entre fios, histórias e a sabedoria ancestral
Entre fios, histórias e a sabedoria ancestral

 

“Puravida”, sessão inédita de contos da ContaCausos, apresenta narrativas sobre mulheres sábias

Junte um fio daqui, uma agulha de lá, outros rolos de linha de algum lugar e, de repente, um manto é tecido. Poderíamos dizer que as histórias são como os tecidos: emaranhados de memórias trançadas entre si que tomam forma no encontro afetivo.

É sob essa atmosfera que Josiane Geroldi, da Cia ContaCausos, reuniu histórias que evocam os saberes populares ligados à figura feminina e criou o repertório “Puravida”. Na próxima sexta-feira (05), às 19h30, a convite do Grupo de Apoio à Prevenção da AIDS (GAPA) de Chapecó, a apresentação será realizada pela contadora na exposição “Violência Contra a Mulher: Um Olhar Anterior”, organizada pelo GAPA.

“Eu tenho feito leituras sobre o ‘feminino’, mulheres sábias e ancestralidade há um bom tempo. E essas histórias me tocavam de forma muito profunda”, conta Josiane. Segundo ela, o convite para realizar a sessão de contos coincidiu com o momento que vive e, por consequência, surgiu a oportunidade de “materializar” nesta montagem as narrativas que a acompanhavam.

Na última sexta-feira (28 de março), ContaCausos e GAPA decidiram aderir à Greve Geral, como forma de apoio às manifestações populares contra reformas (Trabalhista e Previdenciária) propostas pelo atual governo. O período de exposição foi estendido e a sessão mantida.

01 Puravida - Cia ContaCausos - Divulgação

Conhecimentos partilhados

Para Josiane, que tem vivido um processo de entendimento como contadora de histórias e mulher, de procurar quem ela é o que quer dizer enquanto artista, “Puravida” condensa experiências pessoais, a pesquisa desenvolvida e um compromisso artístico. “Eu senti a necessidade de fazer com que as pessoas também se encontrem através das histórias, assim como eu tenho o feito”, revela a contadora, que recebeu doação voluntária de inúmeros crochês, tricôs e linhas para compor o cenário.

As narrativas de “Puravida” falam essencialmente sobre mulheres empoderadas, estabelecendo a figura feminina como protagonista da ação, onde ela resolve situações de sua comunidade e é detentora de conhecimentos, distanciando a mulher do papel fantasiado em que ela espera pelo príncipe.

O evento tem entrada franca e será realizado na Galeria Municipal de Arte, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nês. O número de ingressos é limitado, por isso a recomendação é chegar com uma hora de antecedência para retirá-los. Além disso, a classificação indicativa do espetáculo, que encerra e exposição em Chapecó, é de 10 anos.

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(Conteúdo – Assessoria de Imprensa/Cia ContaCausos)

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